As chamadas Carreiras de Boi Cangado estão proibidas em General Câmara
e Vale Verde. A decisão judicial atende ação civil pública ajuizada
pelo Ministério Público contra a Associação Camarense de Criadores de
Gado Bovino de Força e a Associação de Gado de Força de Vale Verde, em
função de maus-tratos aos animais durante as disputas. Anteriormente,
uma liminar já havia sido deferida proibindo os dois municípios de
conceder alvarás para a prática.
De
acordo com o promotor de Justiça Luciano Alessandro Winck Gallicchio,
os elementos colhidos pelo Ministério Público comprovam que a Carreira
de Boi Cangado submete os animais a atos de abuso e maus- tratos,
provocando nos animais intenso martírio físico e mental. Além disso,
segundo Gallicchio, objetiva a exploração econômica, através da
realização de vultosas apostas.
As
corridas consistem na colocação de uma canga (peça de madeira que se
encaixa no cangote dos animais e é presa sob o pescoço por uma tira de
couro trançado sobre dois animais, presa ao chão). Os animais são então
espetados com uma lança com pregos na ponta até ficarem bravos e
violentos, partindo para a disputa, que só tem fim quando o mais fraco
cai ao solo sem forças.
“A
regulamentação dessa prática nociva, bem como a concessão de alvarás
pela municipalidade, como vinha ocorrendo, implica a chancela da
ilicitude representada pela utilização de animais para diversão, apostas
e maus-tratos, sem qualquer preocupação humanitária”, destaca na ação
Luciano Gallicchio.
Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul
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