O Ministério Público do Estado do Ceará ingressou com
uma ação cautelar contra a Prefeitura de Fortaleza, representada pelo prefeito,
Roberto Cláudio Bezerra. O motivo é a constatação de que o edital lançado para
contratação de serviços de iluminação pública tem vícios que favorecem a
empresa Citeluz. O MP pede a suspensão do processo. A ação foi ajuizada na
última quinta-feira (26) pelo promotor de Justiça Ricardo Rocha e foi
distribuída para a 5ª
Vara da Fazenda Pública.
Em 2012, venceu o
contrato que mantinha a Citeluz como prestadora de serviço de iluminação
pública em Fortaleza há 11 anos. Foi então lançado um edital para nova
licitação, mas na época o Ministério Público constatou que havia um
direcionamento claro para que a referida empresa vencesse o processo. Por conta
disso, foi ajuizada uma ação civil pública em 28 de fevereiro que pedia a
suspensão da licitação e a Justiça concedeu a liminar, acatando o pedido. Por
entender que havia uma série de irregularidades no certame, o Tribunal de
Justiça tirou definitivamente a Citeluz da licitação.
O processo foi
interrompido e, sob a justificativa de que a cidade ficaria às escuras, a
Prefeitura fez, ainda em 2012, dois aditivos milionários ao contrato, sem
licitação. “Em investigações, descobrimos que o valor pago por esse serviço em
Fortaleza é infinitamente menor em outras capitais”, afirma o promotor Ricardo
Rocha, que recentemente tomou conhecimento de que a atual administração
municipal fez um terceiro aditivo milionário, mais uma vez sem licitação. O MP
notificou o prefeito Roberto Cláudio, que, através de sua procuradoria, se
comprometeu a fazer nova licitação. “Surpreendentemente, o edital foi lançado,
praticamente igual aos anteriores e mantendo, portanto, os mesmos vícios que
levam ao direcionamento para que a Citeluz seja a vencedora”, acrescenta o
promotor.
Em seguida, no dia 10
deste mês, o Ministério Público oficiou a Prefeitura, tratando das ilegalidades
e propondo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que o edital fosse
alterado. Como não houve resposta, o processo seguiu e a Promotoria de Justiça
de Defesa do Patrimônio Público recebeu ainda duas representações dando conta
das ilegalidades do referido edital e pedindo providências, o que resultou no
ajuizamento da ação cautelar.
O MP pede a suspensão
do procedimento licitatório de nº 04/2013 até que o Município faça as
modificações necessárias para garantir a legalidade do processo.
Fonte: Ministério
Público do Ceará
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