A Câmara analisa proposta que inclui entre os rendimentos isentos do imposto de renda os recebidos pelos portadores de linfangioleiomiomatose (LAM). Trata-se de uma doença rara que acomete o sistema respiratório, especialmente de mulheres em idade fértil.
“A LAM é uma doença rara, de etiologia desconhecida, que
ainda não tem cura”, observa o autor do projeto (PL 4562/12), deputado Henrique
Afonso (PV-AC). A proposta foi apensada ao PL 4703/12, que prevê a insenção
para portadores de lúpus e que está pronta para ser analisada pelo Plenário.
Desta forma, o PL sobre a LAM poderá seguir diretamente para o Plenário.
Caracterizada pela proliferação de células atípicas no
pulmão e pela consequente formação de cistos, a linfangioleiomiomatose traz
sintomas bastante comuns também a outras doenças e, por isso, pode provocar um
equívoco no diagnóstico que leva ao tratamento inadequado, adverte José Eduardo
Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia
(SPPT).
Gilberto Nascimento
Afonso: portadores apresentam sintomas comuns a outras
doenças, o que dificulta o diagnóstico.Quem sofre desse mal pode apresentar
falta de ar, chiado no peito, tosse e escarro com sangue, reações que também
podem ser decorrentes de outras doenças pulmonares comuns, como o enfisema.
Além disso, ainda podem estar associadas à linfangioleiomiomatose lesões na
pele e nos rins.
Pesquisadores já descrevem associações genéticas para a
doença, mas sua causa continua desconhecida. A especialista Mariana Lima afirma
que a linfangioleiomiomatose está relacionada aos hormônios femininos e, por
causa desse reconhecimento, a manipulação hormonal é frequentemente utilizada
em seu tratamento.
A proposta modifica a lei que altera a legislação do
imposto de renda (Lei 7.713/88).
Fonte: Câmara dos Deputados Federais
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