11/05/2012 12h42
- Atualizado em
11/05/2012 12h47
Quadrilha é acusada pelo MP de esquema de fraudes em licitações.
Depoimentos são colhidos nesta sexta-feira (11) na Cidade Judiciária.
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Os lobistas Emerson de Oliveira e Maurício Manduca, além de outras três
pessoas acusadas pelo Ministério Público (MP) de integrar uma quadrilha
que fraudava licitações de contratos públicos, acompanham nesta
sexta-feira (11) os depoimentos das testemunhas de defesa na Cidade
Judiciária, em Campinas (SP). Na quinta-feira (10), os réus conseguiram
na Justiça uma liminar que impede o registro da audiência em vídeos, fotos e áudio.
Segundo investigações do MP, a dupla de lobistas seria responsável
pelas negociações de pagamento de propina no esquema era chefiado pelo
empresário José Carlos Cepera, que agia em Campinas e outras cidades de
São Paulo e de Tocantins.
Os réus chegaram à Cidade Judiciária às 10h30. Os depoimentos das testemunhas de defesa começaram às 11h30. Até a publicação da reportagem, três pessoas haviam prestado depoimento. O juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas Nelson Augusto Bernardes deve ouvir oito pessoas até o fim da tarde.
Maurício Manduca (dir.) chega na Cidade Judiciária
para audiência (Foto: Reprodução EPTV)
Outras sete testemunhas vão depor por carta precatória, entre elas um morador de Palmas
(TO). Os documentos foram expedidos no início de abril. Os depoimentos
devem ser colhidos em um prazo de 90 dias. A previsão é que a audiência
de julgamento, quando os réus serão ouvidos, deva ser realizada até
setembro deste ano.
Outros depoimentos
Na semana passada, o corregedor da Polícia Civil Roveraldo Bataglini, o agente do Ministério Público Henrique Subi, prestaram esclarecimentos sobre a investigação do caso no processo que investiga a participação do empresário José Carlos Cepera e de outras duas pessoas nas fraudes nos mesmos contratos e licitações.
Delator
O ex-presidente da Sociedade de Abastecimento de Água e Abastecimento (Sanasa), Luis de Aquino, também prestou esclarecimentos e esteve ao lado do empresário José Carlos Cepera, que foi denunciado pelo MP por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Aquino afirmou em depoimento que conheceu o empresário em 2005, quando o mesmo teria apresentado uma proposta feita via fax pelos lobistas Emerson Geraldo de Oliveira e Mauricio de Paulo Manduca.
Em relação aos acordos, ele disse que as fraudes ocorriam nos contratos de maior valor, sendo que o valor recebido variava de 10 a 12% em contratos ou 5% em obras, que eram divididos entre ele, os lobistas e a ex-primeira-dama de Campinas, Rosely Nassin Santos.
Entenda o caso
O caso veio à tona em 20 de maio de 2011, quando 11 pessoas, entre elas secretários municipais e ex-diretores da autarquia, chegaram a ser presas preventivamente em operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime (Gaeco). A suspeita de corrupção em contratos da autarquia motivou a abertura de duas comissões processantes na Câmara de Vereadores de Campinas em 2011.
Em agosto, o então prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) foi cassado e em dezembro o vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT) sofreu impeachment. Assumiu a prefeitura o ex-presidente da Câmara de Vereadores Pedro Serafim Júnior (PDT). Em abril o pedetista foi eleito de forma indireta para permanecer no cargo até o dia 31 de dezembro.
FONTE:
http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2012/05/testemunhas-de-defesa-de-acusados-de-fraudes-sao-ouvidas-em-campinas.html
Os réus chegaram à Cidade Judiciária às 10h30. Os depoimentos das testemunhas de defesa começaram às 11h30. Até a publicação da reportagem, três pessoas haviam prestado depoimento. O juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas Nelson Augusto Bernardes deve ouvir oito pessoas até o fim da tarde.
Maurício Manduca (dir.) chega na Cidade Judiciáriapara audiência (Foto: Reprodução EPTV)
Outros depoimentos
Na semana passada, o corregedor da Polícia Civil Roveraldo Bataglini, o agente do Ministério Público Henrique Subi, prestaram esclarecimentos sobre a investigação do caso no processo que investiga a participação do empresário José Carlos Cepera e de outras duas pessoas nas fraudes nos mesmos contratos e licitações.
saiba mais
O juiz Nelson Augusto Bernardes aceitou o pedido de dispensa dos depoimentos de
dois policiais, que faziam a segurança pessoal de Luiz Augusto de
Aquino, delator do esquema; dos dois agentes do MP, que trabalhavam na
transcrição; e do delegado da Corregedoria da Polícia Civil, Sander
Malaspina.Delator
O ex-presidente da Sociedade de Abastecimento de Água e Abastecimento (Sanasa), Luis de Aquino, também prestou esclarecimentos e esteve ao lado do empresário José Carlos Cepera, que foi denunciado pelo MP por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Aquino afirmou em depoimento que conheceu o empresário em 2005, quando o mesmo teria apresentado uma proposta feita via fax pelos lobistas Emerson Geraldo de Oliveira e Mauricio de Paulo Manduca.
Em relação aos acordos, ele disse que as fraudes ocorriam nos contratos de maior valor, sendo que o valor recebido variava de 10 a 12% em contratos ou 5% em obras, que eram divididos entre ele, os lobistas e a ex-primeira-dama de Campinas, Rosely Nassin Santos.
Entenda o caso
O caso veio à tona em 20 de maio de 2011, quando 11 pessoas, entre elas secretários municipais e ex-diretores da autarquia, chegaram a ser presas preventivamente em operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime (Gaeco). A suspeita de corrupção em contratos da autarquia motivou a abertura de duas comissões processantes na Câmara de Vereadores de Campinas em 2011.
Em agosto, o então prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) foi cassado e em dezembro o vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT) sofreu impeachment. Assumiu a prefeitura o ex-presidente da Câmara de Vereadores Pedro Serafim Júnior (PDT). Em abril o pedetista foi eleito de forma indireta para permanecer no cargo até o dia 31 de dezembro.
FONTE:
http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2012/05/testemunhas-de-defesa-de-acusados-de-fraudes-sao-ouvidas-em-campinas.html
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