O
33º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, a realizar-se de 24 a 26
de outubro, em São Paulo, já teve o seu tema-central definido:
“Transição para um Novo Tempo”. Uma escolha, feita pela Diretoria em
reunião nesta semana, fruto da constatação de que o sistema vira uma
página e começa a escrever outra, tendo claro que os desafios não trazem
consigo apenas dificuldades mas também oportunidades.
De um lado, o crescimento da
longevidade pressiona os compromissos expressos no passivo, de outro a
tendência à redução dos juros obriga as entidades a buscarem em novos
ativos a rentabilidade ameaçada. Em compensação, a vida mais longa
praticamente obriga as pessoas a procurarem a previdência complementar
para preservar a renda na aposentadoria, ao mesmo tempo em que os
desafios do investimento de maior risco conduz os dirigentes e gestores
das entidades a perseguir uma qualificação que os leva a um grau de
especialização provavelmente nunca alcançado antes.
Desse mundo novo, para onde os fundos
de pensão caminham, fazem parte a nova classe C, mais de 30 milhões de
brasileiros que tiveram a sua renda elevada e agora naturalmente vão se
preocupar em não perdê-la no momento da aposentadoria. É parte dele
também a FUNPRESP - Fundação de Previdência Complementar dos Servidores
Públicos Federais e os fundos de pensão que irão se originar das
reformas dos regimes próprios do funcionalismo de estados e municípios
daqui para a frente. Aliás, informam as autoridades que ao menos 15
governos estaduais já se movimentam para apresentar projetos
aproveitando o modelo da FUNPRESP. As projeções são de que o patrimônio
apenas da FUNPRESP chegará em 10 anos aos R$ 25,3 bilhões e, em 25
anos, aos R$ 163,1 bilhões.
A Diretoria deu ao 33º Congresso uma
moldura programática que retoma e dá continuidade ao tema do Congresso
do ano passado, quando o foco foi lançado na urgência da inovação como
resposta a tantos desafios. E amplia os espaços para a discussão em
torno do lançamento de novos produtos, como parte de uma cultura de
mercado fundada no entendimento de que, não tendo mais públicos
compulsórios, precisamos buscá-los e conquistá-los. A chave, claro, é
oferecer planos descomplicados, flexíveis e atrativos, respeitada a
natureza previdenciária e a prudência que a nossa realidade impõe.
Enfim, o compromisso de ser previdência e não apenas mais um produto
financeiro, sabendo combinar as necessidades das empresas patrocinadoras
ao com a obrigação imprescindível de preteger o aposentado atual e
futuro.
Comissões - Em outra decisão da Diretoria, a Comissão ad hoc de Educação Previdenciária foi transformada em permanente. E foi também criada a CT Ad hoc de Relações Institucionais, que será dirigida pelo diretor Dilson Joaquim de Morais.
E a Diretoria ainda aprovou as
seguintes alterações nas composições das comissões: Assuntos Jurídicos -
Foram incluídos Deborah Maggio (Jusprev) e Igor Travassos da Rosa
(Elos); Atuária - A Coordenação foi assumida por Cleide Barbosa da Rocha
(Previ); Comunicação - Entrou Rosangela Santana Rocha (Faelba);
Governança - Ingressou no Banco de Indicados Felipe de Almeida Xavier
(Telos); Planos de Autogestão em Saúde - Marcos Antonio Brenny foi
substituído por Maurício Essvein Fogaça (ambos da Fundação Copel);
Recursos Humanos - Entra Luciana Pereira de Andrade (Funsejem);
Seguridade - Lucy da Silva Brandão é substituída por Cláudio Munhoz
(ambos da Sistel); Sustentabilidade - Entra Simone Capua Teppet
(Fundação Cesp) e Ronald Acioli da Silveira (Geap); e Tecnologia da
Informação - Entra André Lino da Silva (Fibra).
Fonte: Abrapp
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