sexta-feira, 27 de abril de 2012

UM CONGRESSO DE UM NOVO TEMPO


O 33º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, a realizar-se de 24 a 26 de outubro, em São Paulo, já teve o seu tema-central definido: “Transição para um Novo Tempo”. Uma escolha, feita pela Diretoria em reunião nesta semana, fruto da constatação de que o sistema vira uma página e começa a escrever outra, tendo claro que os desafios não trazem consigo apenas dificuldades mas também oportunidades.

De um lado, o crescimento da longevidade pressiona os compromissos expressos no passivo, de outro a tendência à redução dos juros obriga as entidades a buscarem em novos ativos a rentabilidade ameaçada. Em compensação, a vida mais longa praticamente obriga as pessoas a procurarem a previdência complementar para preservar a renda na aposentadoria, ao mesmo tempo em que os desafios do investimento de maior risco conduz os dirigentes e gestores das entidades a perseguir uma qualificação que os leva a um grau de especialização provavelmente nunca alcançado antes.

Desse mundo novo, para onde os fundos de pensão caminham, fazem parte a nova classe C, mais de 30 milhões de brasileiros que tiveram a sua renda elevada e agora naturalmente vão se preocupar em não perdê-la no momento da aposentadoria. É parte dele também a FUNPRESP - Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais e os fundos de pensão que irão se originar das reformas dos regimes próprios do funcionalismo de estados e municípios daqui para a frente. Aliás, informam as autoridades que ao menos 15 governos estaduais já se movimentam para apresentar projetos aproveitando o modelo da FUNPRESP. As projeções são de que o patrimônio apenas da FUNPRESP chegará em 10 anos aos R$ 25,3 bilhões e, em 25 anos, aos R$ 163,1 bilhões.

A Diretoria deu ao 33º Congresso uma moldura programática que retoma e dá continuidade ao tema do Congresso do ano passado, quando o foco foi lançado na urgência da inovação como resposta a tantos desafios. E amplia os espaços para a discussão em torno do lançamento de novos produtos, como parte de uma cultura de mercado fundada no entendimento de que, não tendo mais públicos compulsórios, precisamos buscá-los e conquistá-los. A chave, claro, é oferecer planos descomplicados, flexíveis e atrativos, respeitada a natureza previdenciária e a prudência que a nossa realidade impõe. Enfim, o compromisso de ser previdência e não apenas mais um produto financeiro, sabendo combinar as necessidades das empresas patrocinadoras ao com a obrigação imprescindível de preteger o aposentado atual e futuro.

Comissões - Em outra decisão da Diretoria, a Comissão ad hoc de Educação Previdenciária foi transformada em permanente. E foi também criada a CT Ad hoc de Relações Institucionais, que será dirigida pelo diretor Dilson Joaquim de Morais.

E a Diretoria ainda aprovou as seguintes alterações nas composições das comissões: Assuntos Jurídicos - Foram incluídos Deborah Maggio (Jusprev) e Igor Travassos da Rosa (Elos); Atuária - A Coordenação foi assumida por Cleide Barbosa da Rocha (Previ); Comunicação - Entrou Rosangela Santana Rocha (Faelba); Governança - Ingressou no Banco de Indicados Felipe de Almeida Xavier (Telos); Planos de Autogestão em Saúde - Marcos Antonio Brenny foi substituído por Maurício Essvein Fogaça (ambos da Fundação Copel); Recursos Humanos - Entra Luciana Pereira de Andrade (Funsejem); Seguridade - Lucy da Silva Brandão é substituída por Cláudio Munhoz (ambos da Sistel); Sustentabilidade - Entra Simone Capua Teppet (Fundação Cesp) e Ronald Acioli da Silveira (Geap); e Tecnologia da Informação - Entra André Lino da Silva (Fibra).

Fonte: Abrapp

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