Além dele, a esposa do ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) e mais quatro pessoas também passaram de suspeitos para réus no processo
30/03/2012 - 17h59 . Atualizada em 30/03/2012 - 20h17
| Raquel Valli | DO PORTAL RAC |

Justiça aceitou pedido do MP contra 6 envolvidos no Caso Sanasa
(Foto: Montagem
(Foto: Montagem
O ex-prefeito de Campinas Demétrio Vilagra (PT), cassado pela Câmara Municipal por corrupção, a ex-primeira-dama Rosely Nassin Jorge, esposa do ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), também cassado pela Câmara por corrupção, e mais quatro pessoas passaram
na tarde desta sexta-feira (31) de suspeitas para acusadas (réus) no processo da Justiça sobre desvio de dinheiro público feito em Campinas através da empresa de água e esgoto da cidade, a Sanasa.
Os seis passaram de suspeitos para réus porque o juiz Nelson Augusto Bernades, da 3ª Vara Criminal de Campinas, aceitou a denúncia do Ministério Público contra eles, que agora são acusados formalmente pelo esquema de fraudes em licitações. De acordo com o MP, os dirigentes públicos recebiam de 5% a 15% do valor total de cada licitação por meio dos contratos fraudulentos.
Os outros quatro são: o ex-coordenador de Comunicação da Prefeitura, Francisco de Lagos; o ex-secretário municipal de Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto; o ex-diretor de Planejamento da Prefeitura, Ricardo Chimirri Cândia; e o ex-presidente da Sanasa, Luiz Augusto Castrillon de Aquino.
Os seis serão notificados formalmente na segunda-feira (2) e terão dez dias para apresentarem sua defesa. A estimativa é que o proceso seja julgado até o fim do ano.
Os outros quatro são: o ex-coordenador de Comunicação da Prefeitura, Francisco de Lagos; o ex-secretário municipal de Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto; o ex-diretor de Planejamento da Prefeitura, Ricardo Chimirri Cândia; e o ex-presidente da Sanasa, Luiz Augusto Castrillon de Aquino.
Os seis serão notificados formalmente na segunda-feira (2) e terão dez dias para apresentarem sua defesa. A estimativa é que o proceso seja julgado até o fim do ano.
Ao todo eram 22 suspeitos, mas o juiz Bernardes dividiu o processo em dois, acatando nesta sexta-feira a denúncia do MP para os seis. A expectativa é que o magistrado informe a condição dos outros 16 na semana que vem.
Outro lado
Os advogados de defesa dos acusados no processo começam agora a trabalhar na convocação de testemunhas. Dos seis acusados, um deles, o ex-presidente da Sanasa, Luiz Augusto Castrillon de Aquino, é o delator do esquema do Caso Sanasa e que busca agora seu perdão judicial.
Segundo o advogado do ex-presidente, Carlos de Araújo Pimentel Neto, a decisão do juiz Nelson Augusto Bernardes já era esperada. 'Dentro dos elementos do processo havia a expectativa de que o magistrado aceitasse a denúncia. Acredito que o desmembramento foi um ato que vai acelerar os julgamentos. Aquino é um réu confesso e não existe alteração no que ele irá dizer à Justiça. Na delação, o que foi solicitado é a redução de um terço da pena ou o perdão judicial. Vamos trabalhar agora para obter o perdão. O Aquino vai auxiliar no que for preciso dentro desse processo', disse Pimentel Neto.
O ex-secretário de Assuntos Jurídicos e Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto disse ontem que prefere não comentar o fato da denúncia ter sido acatada pela Justiça. Henrique Pinto, no entanto, afirmoyu não se preocupar em provar sua inocência. 'Minha consciência não me acusa'. O ex-prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra (PT) afirmou que já aguardava a postura do Judiciário.
'Não só era esperado, como é algo que eu queria. Só com a Justiça analisando o caso, posso agora provar minha inocência', afirmou.
O advogado Ralph Tórtima Stettinger Filho, que defende o ex-diretor de Planejamento da Prefeitura, acredita que não existem provas no processo que sustentam a acusação. 'Os autos não apresentam qualquer prova que justificasse uma ação penal. Existe apenas uma fala de Aquino. Vamos agora trabalhar na defesa e, se for preciso, vamos buscar testemunhas', disse.
O advogado Ralph Tórtima Stettinger Filho, que defende o ex-diretor de Planejamento da Prefeitura, acredita que não existem provas no processo que sustentam a acusação. 'Os autos não apresentam qualquer prova que justificasse uma ação penal. Existe apenas uma fala de Aquino. Vamos agora trabalhar na defesa e, se for preciso, vamos buscar testemunhas', disse.
Os advogados do ex-cordenador de Comunicação, Francisco de Lagos e da ex-primeira-dama, Rosely Nassim Jorge Santos, não retornaram ás ligações da reportagem até o fechamento desta edição.
Veja as acusações de cada um dos seis:
Carlos Henrique Pinto: Formação de quadrilha
Demétrio Vilagra: Formação de quadrilha e corrupção passiva em nove ocorrências
Francisco de Lagos: Formação de quadrilha
Luiz Augusto Castrillon de Aquino: Formação de quadrilha, fraude em licitação por 8 vezes e corrupção passiva em 12 ocorrências
Ricardo Chimirri Cândia: Formação de quadrilha
Rosely Nassin: Formação de quadrilha, 13 ocorrências de corrupção passiva e oito fraudes na lei das licitações
Com informações da repórter Bruna Mozer, da Agência Anhanguera de Notícias (ANN)
Veja as acusações de cada um dos seis:
Carlos Henrique Pinto: Formação de quadrilha
Demétrio Vilagra: Formação de quadrilha e corrupção passiva em nove ocorrências
Francisco de Lagos: Formação de quadrilha
Luiz Augusto Castrillon de Aquino: Formação de quadrilha, fraude em licitação por 8 vezes e corrupção passiva em 12 ocorrências
Ricardo Chimirri Cândia: Formação de quadrilha
Rosely Nassin: Formação de quadrilha, 13 ocorrências de corrupção passiva e oito fraudes na lei das licitações
Com informações da repórter Bruna Mozer, da Agência Anhanguera de Notícias (ANN)
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