segunda-feira, 2 de julho de 2012

Definida em quais situações o dano moral pode ser presumido


Diz a doutrina - e confirma a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) - que a responsabilização civil exige a existência do dano. O dever de indenizar existe na medida da extensão do dano, que deve ser certo (possível, real, aferível). Mas até que ponto a jurisprudência afasta esse requisito de certeza e admite a possibilidade de reparação do dano meramente presumido?

O dano moral é aquele que afeta a personalidade e, de alguma forma, ofende a moral e a dignidade da pessoa. Doutrinadores têm defendido que o prejuízo moral que alguém diz ter sofrido é provado in re ipsa (pela força dos próprios fatos). Pela dimensão do fato, é impossível deixar de imaginar em determinados casos que o prejuízo aconteceu - por exemplo, quando se perde um filho.

No entanto, a jurisprudência não tem mais considerado este um caráter absoluto. Em 2008, ao decidir sobre a responsabilidade do estado por suposto dano moral a uma pessoa denunciada por um crime e posteriormente inocentada, a Primeira Turma entendeu que, para que “se viabilize pedido de reparação, é necessário que o dano moral seja comprovado mediante demonstração cabal de que a instauração do procedimento se deu de forma injusta, despropositada, e de má-fé” (REsp 969.097).

Em outro caso, julgado em 2003, a Terceira Turma entendeu que, para que se viabilize pedido de reparação fundado na abertura de inquérito policial, é necessário que o dano moral seja comprovado.

A prova, de acordo com o relator, ministro Castro Filho, surgiria da “demonstração cabal de que a instauração do procedimento, posteriormente arquivado, se deu de forma injusta e despropositada, refletindo na vida pessoal do autor, acarretando-lhe, além dos aborrecimentos naturais, dano concreto, seja em face de suas relações profissionais e sociais, seja em face de suas relações familiares” (REsp 494.867).

Cadastro de inadimplentes

No caso do dano in re ipsa, não é necessária a apresentação de provas que demonstrem a ofensa moral da pessoa. O próprio fato já configura o dano. Uma das hipóteses é o dano provocado pela inserção de nome de forma indevida em cadastro de inadimplentes.

Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), Cadastro de Inadimplência (Cadin) e Serasa, por exemplo, são bancos de dados que armazenam informações sobre dívidas vencidas e não pagas, além de registros como protesto de título, ações judiciais e cheques sem fundos. Os cadastros dificultam a concessão do crédito, já que, por não terem realizado o pagamento de dívidas, as pessoas recebem tratamento mais cuidadoso das instituições financeiras.

Uma pessoa que tem seu nome sujo, ou seja, inserido nesses cadastros, terá restrições financeiras. Os nomes podem ficar inscritos nos cadastros por um período máximo de cinco anos, desde que a pessoa não deixe de pagar outras dívidas no período.

No STJ, é consolidado o entendimento de que “a própria inclusão ou manutenção equivocada configura o dano moral in re ipsa, ou seja, dano vinculado à própria existência do fato ilícito, cujos resultados são presumidos” (Ag 1.379.761).

Esse foi também o entendimento da Terceira Turma, em 2008, ao julgar um recurso especial envolvendo a Companhia Ultragaz S/A e uma microempresa (REsp 1.059.663). No julgamento, ficou decidido que a inscrição indevida em cadastros de inadimplentes caracteriza o dano moral como presumido e, dessa forma, dispensa a comprovação mesmo que a prejudicada seja pessoa jurídica.

Responsabilidade bancária

Quando a inclusão indevida é feita por consequência de um serviço deficiente prestado por uma instituição bancária, a responsabilidade pelos danos morais é do próprio banco, que causa desconforto e abalo psíquico ao cliente.

O entendimento foi da Terceira Turma, ao julgar um recurso especial envolvendo um correntista do Unibanco. Ele quitou todos os débitos pendentes antes de encerrar sua conta e, mesmo assim, teve seu nome incluído nos cadastros de proteção ao crédito, causando uma série de constrangimentos (REsp 786.239).

A responsabilidade também é atribuída ao banco quando talões de cheques são extraviados e, posteriormente, utilizados por terceiros e devolvidos, culminando na inclusão do nome do correntista cadastro de inadimplentes (Ag 1.295.732 e REsp 1.087.487). O fato também caracteriza defeito na prestação do serviço, conforme o artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O dano, no entanto, não gera dever de indenizar quando a vítima do erro que já possuir registros anteriores, e legítimos, em cadastro de inadimplentes. Neste caso, diz a Súmula 385 do STJ que a pessoa não pode se sentir ofendida pela nova inscrição, ainda que equivocada.

Atraso de voo

Outro tipo de dano moral presumido é aquele que decorre de atrasos de voos, o chamado overbooking. A responsabilidade é do causador, pelo desconforto, aflição e transtornos causados ao passageiro que arcou com o pagamentos daquele serviço, prestado de forma defeituosa.

Em 2009, ao analisar um caso de atraso de voo internacional, a Quarta Turma reafirmou o entendimento de que “o dano moral decorrente de atraso de voo prescinde de prova, sendo que a responsabilidade de seu causador opera-se in re ipsa” (REsp 299.532).

O transportador responde pelo atraso de voo internacional, tanto pelo Código de Defesa do Consumidor como pela Convenção de Varsóvia, que unifica as regras sobre o transporte aéreo internacional e enuncia: “responde o transportador pelo dano proveniente do atraso, no transporte aéreo de viajantes, bagagens ou mercadorias”.

Desta forma, “o dano existe e deve ser reparado. O descumprimento dos horários, por horas a fio, significa serviço prestado de modo imperfeito que enseja reparação”, finalizou o relator, o então desembargador convocado Honildo Amaral.

A tese de que a responsabilidade pelo dano presumido é da empresa de aviação foi utilizada, em 2011, pela Terceira Turma, no julgamento um agravo de instrumento que envolvia a empresa TAM. Neste caso, houve overbooking e atraso no embarque do passageiro em voo internacional.

O ministro relator, Paulo de Tarso Sanseverino, enfatizou que “o dano moral decorre da demora ou dos transtornos suportados pelo passageiro e da negligência da empresa, pelo que não viola a lei o julgado que defere a indenização para a cobertura de tais danos” (Ag 1.410.645).

Diploma sem reconhecimento

Alunos que concluíram o curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Pelotas, e não puderam exercer a profissão por falta de diploma reconhecido pelo Ministério da Educação, tiveram o dano moral presumido reconhecido pelo STJ (REsp 631.204).

Na ocasião, a relatora, ministra Nancy Andrighi, entendeu que, por não ter a instituição de ensino alertado os alunos sobre o risco de não receberem o registro de diploma na conclusão do curso, justificava-se a presunção do dano, levando em conta os danos psicológicos causados. Para a Terceira Turma, a demora na concessão do diploma expõe ao ridículo o “pseudo-profissional”, que conclui o curso mas se vê impedido de exercer qualquer atividade a ele correlata.

O STJ negou, entretanto, a concessão do pedido de indenização por danos materiais. O fato de não estarem todos os autores empregados não poderia ser tido como consequência da demora na entrega do diploma. A relatora, ministra Nancy Andrighi, explicou, em seu voto, que, ao contrário do dano moral, o dano material não pode ser presumido. Como não havia relatos de que eles teriam sofrido perdas reais com o atraso do diploma, a comprovação dos prejuízos materiais não foi feita.

Equívoco administrativo

Em 2003, a Primeira Turma julgou um recurso especial envolvendo o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Sul (DAER/RS) e entendeu que danos morais provocados por equívocos em atos administrativos podem ser presumidos.

Na ocasião, por erro de registro do órgão, um homem teve de pagar uma multa indevida. A multa de trânsito indevidamente cobrada foi considerada pela Terceira Turma, no caso, como indenizável por danos morais e o órgão foi condenado ao pagamento de dez vezes esse valor. A decisão significava um precedente para “que os atos administrativos sejam realizados com perfeição, compreendendo a efetiva execução do que é almejado” (REsp 608.918).

Para o relator, ministro José Delgado, “o cidadão não pode ser compelido a suportar as consequências da má organização, abuso e falta de eficiência daqueles que devem, com toda boa vontade, solicitude e cortesia, atender ao público”.

De acordo com a decisão, o dano moral presumido foi comprovado pela cobrança de algo que já havia sido superado, colocando o licenciamento do automóvel sob condição do novo pagamento da multa. “É dever da Administração Pública primar pelo atendimento ágil e eficiente de modo a não deixar prejudicados os interesses da sociedade”, concluiu.

Credibilidade desviada

A inclusão indevida e equivocada de nomes de médicos em guia orientador de plano de saúde gerou, no STJ, o dever de indenizar por ser dano presumido. Foi esse o posicionamento da Quarta Turma ao negar recurso especial interposto pela Assistência Médica Internacional (Amil) e Gestão em Saúde, em 2011.

O livro serve de guia para os usuários do plano de saúde e trouxe o nome dos médicos sem que eles fossem ao menos procurados pelo representante das seguradoras para negociações a respeito de credenciamento junto àquelas empresas. Os profissionais só ficaram sabendo que os nomes estavam no documento quando passaram a receber ligações de pacientes interessados no serviço pelo convênio.

Segundo o ministro Luis Felipe Salomão, relator do recurso especial, “a própria utilização indevida da imagem com fins lucrativos caracteriza o dano, sendo dispensável a demonstração do prejuízo material ou moral” (REsp 1.020.936).

No julgamento, o ministro Salomão advertiu que a seguradora não deve desviar credibilidade dos profissionais para o plano de saúde, incluindo indevidamente seus nomes no guia destinado aos pacientes. Esse ato, “constitui dano presumido à imagem, gerador de direito à indenização, salientando-se, aliás, inexistir necessidade de comprovação de qualquer prejuízo”, acrescentou.

Processos relacionados: REsp 786239, Ag 1295732, REsp 1087487, REsp 299532, Ag 1410645, REsp 631204, REsp 608918 e REsp 1020936

Fonte: Superior Tribunal de Justiça

Segunda Seção aprova duas novas súmulas


Na última sessão de julgamento do primeiro semestre forense de 2012, a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou duas novas súmulas, que consolidam o entendimento da Corte em matérias de direito privado.

A Súmula 479 trata da responsabilidade das instituições financeiras por fraudes em operações bancárias, com o seguinte enunciado:

“As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias.”

A Súmula 480 sedimenta tese que restringe a competência do juízo da recuperação judicial de empresas para decidir sobre bens que não façam parte do plano de recuperação. Confira o texto:

“O juízo da recuperação judicial não é competente para decidir sobre a constrição de bens não abrangidos pelo plano de recuperação da empresa.”

As súmulas do STJ não têm efeito vinculante, mas servem de orientação para os magistrados de primeira e segunda instância, pois decisões contrárias à jurisprudência consolidada na Corte Superior são passíveis de reforma.

Fonte: Superior Tribunal de Justiça

Tribunal mantém condenação de ex-prefeito de Itápolis por improbidade administrativa


A 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve sentença que condenou o ex-prefeito de Itápolis Ubaldo José Massari Junior por repasse ilegal de verbas públicas para a Organização Social do Meio Ambiente do município. A decisão determinou que o réu pagasse multa no valor equivalente à sua última remuneração e que seus direitos políticos fossem suspensos por três anos.

 Tanto o ex-prefeito quanto a prefeitura recorreram. A municipalidade alegou que houve dano ao erário e que o ex-prefeito fosse condenado a ressarci-lo. Segundo Massari Junior, não houve dolo nem prejuízo aos cofres públicos, além de não estarem presentes os elementos que caracterizam improbidade administrativa.

 Para o desembargador Antonio Carlos Villen, a sentença não merece reparos. Ele afirma que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo apontou irregularidades no contrato de gestão firmado com a organização, assim como no repasse de verbas municipais. “A ilegalidade dos repasses é evidente. Trata-se de entidade que, apesar de rotulada como organização social, atua, de fato, como verdadeiro órgão da Administração. Na verdade, foi um expediente empregado pelo réu para possibilitar que verbas públicas - repassadas à OS - fossem utilizadas para o pagamento de serviços prestados à Administração, mediante burla às exigências de licitação e concurso público.”

 O relator também indeferiu a apelação da prefeitura. Segundo ele, “na verdade, não houve mesmo o referido dano, pois, apesar de ilegais os repasses, a Organização Social contratou pessoal e prestou serviços à Municipalidade”.

 O julgamento foi unânime e participaram da turma julgadora os desembargadores Antonio Celso Aguilar Cortez e Torres de Carvalho.

Apelação nº 0004190-48.2009.8.26.0274

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

Marcelo Ramos vai protocolar representação contra direção da CGL por improbidade administrativa


Em seu discurso desta quarta-feira (26.06) no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) o deputado estadual Marcelo Ramos (PSB) disse que encaminharIA até sexta-feira (29.06) uma representação por improbidade administrativa contra o presidente da Comissão Geral de Licitação (CGL) do Estado do Amazonas, Epitácio de Alencar da Silva.

Marcelo Ramos disse que há duas semanas solicitou a Epitácio, com base na Lei de Acesso a Informação, cópia integral do processo de licitação do pregão eletrônico da compra de pão para merenda escolar da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e até hoje não obteve resposta.

Segundo o deputado, se a informação não for prestada no tempo determinado pela lei gera descumprimento e tal ato isso é passível de improbidade administrativa.

“A Lei de Acesso a Informação é clara: Qualquer pedido de informação pública tem que ser prestada imediatamente”, afirmou o parlamentar,destacando que a “CGL tem obrigação de lhe conceder a documentação, onde consta que o quilo do pão custa R$ 9”.

Marcelo Ramos disse que a partir de agora procederá da seguinte forma: ao protocolar um pedido de informação e passada uma semana não obter resposta vai “entulhar o Ministério Público do Estado (MPE) de representações por improbidade administrativa”.

Estacionamento de veículos pesados

Na condição de presidente da Comissão de Transporte, Trânsito e Mobilidade da ALEAM, Marcelo Ramos cobrou um posicionamento da Prefeitura de Manaus que faça cumprir a lei que impede que carretas, baús, caminhões, fiquem estacionados em qualquer ponto da cidade sem nenhum critério.

Na opinião do deputado, a tendência de acidentes com esse tipo de veículo parado, o que é comum em Manaus, sem nenhuma sinalização.

Os entulhos, principalmente carros velhos e eletrodomésticos também são proibidos por lei e precisam ser retirados das ruas. “Existem regras estabelecidas para coleta de entulhos”, destacou Ramos.

Luta nacional

O deputado defende ainda, penas mais rígidas para os crimes de trânsito, pelo fato de não só a pessoa se negar a fazer o teste do bafômetro, ainda que seja caracterizado que esteja sob o efeito de drogas ou bebidas.

“O crime tem modalidade dolosa, mas ninguém vai para a cadeia por crime de trânsito, apesar de saber da ilegalidade de beber e dirigir”, mencionou Ramos.

Fonte: Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas

Professores pedem o afastamento do governador Camilo Capiberibe do cargo


O Sindicato dos Professores do Amapá protocolou na última quarta-feira (27.06) na Assembleia Legislativa a representação por crime de responsabilidade contra o governador Camilo Capiberibe (PSB). A ação, acompanhada por um abaixo-assinado com aproximadamente 2 mil assinaturas, foi encaminhada a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pelo presidente da Casa, em exercício, deputado Júnior Favacho (PMDB). Se for acatada e aprovada pelo plenário, o governador será afastado do cargo por 180 dias até a conclusão das investigações, que pode ou não resultar no impeachment de Capiberibe.

O sindicato deu entrada na representação às 11h. Um dos advogados que assina a petição, Waldeci Alves, defendeu uma apuração ‘rigorosa’ das denúncias contra Camilo Capiberibe. “O governador cometeu crime de responsabilidade ao violar a lei do piso”, sustenta o jurista. “O chefe do Executivo além de quebrar o pacto federativo, o governador se coloca acima da Constituição Federal, justamente por não reconhecer a lei federal, que é competência da União, criar um piso nacional mínimo”, emendou.

A ação é respaldada pela Constituição Estadual, conforme prevê os artigos 120 e 121. O texto diz que ‘nesta situação de violação da lei federal, a decisão judicial, no caso do Supremo Tribunal Federal, cabe à abertura de um processo por crime de responsabilidade’.

O presidente em exercício deputado Júnior Favacho, recebeu das mãos do advogado a representação com o abaixo-assinado. “Vamos encaminhar a Comissão de Constituição e Justiça para que seja feito todo tramite que o caso requer, a CCJ irá analisar a representação e encaminhar um parecer ao plenário. Caso seja pela culpabilidade e o parlamentar acatar, o governador será afastado automaticamente do cargo e será aberto o processo de impeachment”, explica.

De acordo com o advogado, o Amapá não paga o piso de R$ 1.451,00. Destaca ainda a proposta do Executivo rejeitada pela própria Assembleia Legislativa. “Ele tentou fraudar a lei do piso dando remuneração e não adotando o valor mínimo estipulado pela União como vencimento base, como determina a lei”.

Os professores estão em greve há mais de 60 dias. A categoria cobra a implantação do piso, o governo está oferecendo 15,56%, 8% do reajuste linear dado a todos os servidores e mais 7,56% aos profissionais da Educação. Atualmente, o teto salarial pago pelo Estado de pouco mais de R$ 1 mil.

Fonte: Assembleia Legislativa do Estado do Amapá

Governo quer criar cargos na área de saúde


O governador Jaques Wagner encaminhou, na última quarta-feira, à Assembleia Legislativa da Bahia, o projeto de lei que cria 342 novos cargos, integrantes do quadro de pessoal da Secretaria da Saúde do Estado. São carreiras do grupo ocupacional serviços públicos de saúde, sendo 25 cargos de farmacêutico bioquímico, 40 de fisioterapeuta, 22 de fonoaudiólogo, 20 de terapeuta ocupacional, 20 de regulador da assistência em saúde, 35 de técnico em radiologia e 180 de técnico em enfermagem.

Com essa medida, o governo do Estado busca suprir a carência de pessoal na rede de serviços prestados nos hospitais estaduais, proporcionando o fortalecimento da Secretaria da Saúde no cumprimento de sua função social de executar ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde, com o intuito de propiciar aos cidadãos baianos uma saúde de maior qualidade, observou o governador Jaques Wagner, em mensagem encaminhada aos deputados.

A intenção do governo do Estado, segundo explicou o governador, é que estes novos cargos públicos sejam ocupados por candidatos aprovados no concurso realizado em 2008. No documento encaminhado à Assembleia Legislativa, foi solicitado ainda o regime de urgência para a votação da matéria.

Fonte: Assembleia Legislativa do Estado da Bahia

Debate sobre atualização da lei estadual de incentivo cultural mobiliza artistas


Audiência pública da Comissão de Esporte e Cultura Foto: Edson Junior Pio
Produtores culturais e artistas participaram na tarde desta quinta-feira (28/06) de audiência pública da Comissão de Cultura e Esporte da Assembleia, sobre a atualização da Lei do Mecenato que integra a lei 13.811/200, que instituiu o Sistema Estadual de Cultura. O deputado Professor Pinheiro (PT), que propôs o debate, destacou a importância das mudanças na lei, que define a doação, patrocínio ou investimento, por pessoas jurídicas, para programas e projetos culturais, deduzidos de impostos estaduais.

Pinheiro ressaltou que o objetivo é ouvir o setor cultural e o próprio Governo para buscar melhorias na lei e assim aperfeiçoar o mecanismo de financiamento dos projetos culturais. Ele lembrou que uma das reclamações dos artistas é sobre a questão do prazo para captação de investimentos, que na lei estadual é limitado a 90 dias, enquanto a Lei Rouanet (federal) prevê um ano.

A secretária interina de Cultura do Estado, Maninha Morais, disse que há reclamações quanto aos prazos para liberação dos investimentos e destacou a necessidade do debate com a classe artística e a sociedade, para melhorar a Lei do Mecenato. “A lei existe para atender a necessidade de quem produz arte e tem que ser facilitado o acesso ao financiamento”, afirmou Maninha.

O presidente da Associação dos Produtores Culturais do Ceará, Ivan Ferrari, disse que a questão do prazo é um dos principais problemas, mas há outros entraves da legislação estadual. “É preciso reduzir a burocratização do processo. A lei federal prevê negociação direta entre produtor e patrocinador, mas aqui todos os processos têm que passar pela Secretaria da Fazenda”, disse.

O consultor cultural Paulo Benevides apresentou várias propostas para aperfeiçoamento da lei. Dentre elas, a informatização do sistema, “para agilizar a tramitação dos projetos e permitir o acompanhamento”, e mudanças na prestação de contas. “É preciso também divulgar o mecanismo para financiar. Muitas empresas não contribuem porque desconhecem a lei”, disse Benevides.

Também participaram da audiência o presidente da Comissão, deputado Ferreira Aragão (PDT), o secretário de Cultura de Senador Pompeu, Glauber Matos Sá; a coordenadora do Localizador Cultura, Sandra Maciel; a presidente do Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC), Izabel Fernandes; a coordenadora de Sustentabilidade da Coelce, Deborah Pinho e diversos produtores e artistas.

Fonte: Assembleia Legislativa do Estado do Ceará

Solução para funcionários do Cândido deve sair até 4ª feira


29/06/12

Solução para funcionários do Cândido deve sair até 4ª feira
Thiago (esq.) e Zé Carlos (c): audiência
O presidente da Câmara de Campinas, Thiago Ferrari (PTB) juntamente com o vereador Zé Carlos Silva (PMDB) estiveram no final da tarde de quinta-feira (28/06) reunidos com os promotores Marcos Grella e Fernanda Elias. O objetivo do encontro foi pedir a prorrogação por mais seis meses do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do convênio firmado do Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira.
Os promotores afirmaram que passarão o caso ao promotor titular do caso Geraldo Cabañas, que está em férias, e a resposta a respeito do assunto deve sair até a próxima quarta-feira (04/07).
A ida dos vereadores Thiago Ferrari e José Carlos Silva a promotoria é resultado de um pedido feito por representantes do Conselho Municipal de Saúde. Eles estiveram na presidência da Câmara, na última terça-feira solicitando a ajuda.
O embróglio em torno do Serviço de Saúde Candido Ferreira resultou em um acordo entre a Prefeitura e MP que definiu as regras de transição dos cerca de 1300 funcionários terceirizados que deveriam ser substituídos por servidores concursados. O prazo para a substituição termina no dia 2 de agosto, mas até agora apenas 156 concursados foram chamados.
Segundo o TAC, a partir de agosto, nenhum terceirizado poderá continuar no cargo, mas a prefeitura ainda não conseguiu realizar o concurso.
“Com todos os funcionários, a saúde já não funciona direito. Se esses trabalhadores forem demitidos teremos o caos. Temos de evitar uma sangria, porque não vamos conseguir estancar lá na frente”, disse o padre Nelson Ferreira de Campos, ligado a movimentos sociais e que participou da reunião na Câmara na última terça-feira. No início de junho foi instituída na Câmara uma comissão de representação presidida pelo vereador Zé Carlos Silva para acompanhar os desdobramentos da crise.
A Prefeitura mantém dois convênios com o Cândido Ferreira, um para tratar da Saúde Mental, com cerca de 700 funcionários e outro para o Programa de Saúde da Família (PSF), que conta com 1.308 trabalhadores. Em 13 de dezembro do ano passado, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), julgou irregular o PSF, firmado em 2008.

Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

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Câmara aprova dois projetos do Executivo em extraordinárias

28/06/12

Câmara aprova dois projetos do Executivo em extraordinárias
Vereadores em plenário
Em duas sessões extraordinárias realizadas na manhã desta quinta-feira (28/06), o plenário da Câmara Municipal de Campinas aprovou dois projetos de autoria do Executivo. 
O primeiro deles institui o adicional de dedicação exclusiva aos servidores municipais titulares de cargos de engenheiro, arquiteto, tecnólogo, técnico em edificações e técnico em agrimensura em efetivo exercício na administração direta. O projeto revogou a lei nº 13.283, de 07 de abril de 2008, que disciplinava o assunto.
Pela proposta esses profissionais deverão receber um adicional de 30% do valor do vencimento base do servidor público municipal por mês. O servidor deverá ter feito opção expressa pelo exercício da atividade profissional com exclusividade para a Administração Municipal de Campinas. Não poderá estar inscrito no cadastro de profissionais da Secretaria Municipal de Urbanismo – Semurb para trabalhar como autônomo ou empresa.
A norma não vale para os servidores cedidos pelo Executivo Municipal para qualquer outro órgão público e aqueles cedidos de outros órgãos à municipalidade.
O segundo projeto altera as formas de pagamento de créditos tributários. De acordo com o Executivo o objetivo da medida é aprimorar o sistema de cobrança e oferecer melhores condições de pagamentos pelo contribuinte. Os dois projetos foram aprovados em 1ª (Legalidade) e 2ª Mérito) discussões e seguem agora para sanção do prefeito.


sábado, 30 de junho de 2012


MANCHETE DOS JORNAIS: Em um dia, Eike perde R$ 8,4 bi, o equivalente ao pacote do governo 





28/6/2012 - 09:53 - ( Nacional ) 
28 de junho de 2012
O Globo

Manchete: Governo quer idade mínima para aposentadoria do INSS
Nova regra faz parte de negociação para pôr fim ao fator previdenciário

Para acabar com o fator previdenciário, criado há 12 anos para inibir aposentadorias precoces pelo INSS, o governo propôs estabelecer idade mínima de 60 anos para mulheres e 65 anos para homens. Com isso, acabaria a possibilidade de o segurado requerer aposentadoria ao completar 30 anos de contribuição (mulheres) e 35 anos (homens), independentemente da idade. A mudança valeria apenas para quem ainda vai ingressar no mercado. Para os trabalhadores atuais, a proposta é substituir o fator previdenciário pela chamada “fórmula 85/95”. Para receber o benefício integral, o segurado terá de somar o tempo de contribuição com a idade, de forma que as mulheres só possam se aposentar quando o total atingir 85 e os homens, 95. Enquanto discute os gastos com a Previdência, o governo teve de evitar a aprovação, na Câmara, de projetos que podem provocar grande impacto nas contas. Mas a Comissão de Finanças aprovou emenda à LDO de 2013 que garante uma fórmula para, no futuro, aprovar reajuste para os servidores do Legislativo e do Judiciário. (Págs. 1, 3 e editorial “Congresso aprova medidas irrealistas”)
UPP avança no Alemão e prende PMs na Mangueira
No dia em que o complexo de favelas do Alemão ganhou mais duas UPPs, na etapa final do processo de pacificação — o Exército começa a sair hoje —, 12 PMs da Unidade de Polícia Pacificadora da Mangueira foram detidos, acusados de extorquir dinheiro de um traficante. De acordo com a coordenadoria das UPPs, parentes do bandido acusam os policiais de terem apreendido droga e dois celulares, além de exigirem R$ 3.500 para não levá-lo à delegacia. (Págs. 1 e 13)
Divulgado salário de 700 mil servidores
Os salários dos 700 mil servidores públicos do Poder Executivo já podem ser consultados por qualquer cidadão no Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União. Os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento) ganham mais que a presidente Dilma, por receber jetons de empresas estatais. (Págs. 1 e 4)
Empresas de Eike perdem R$ 8 bi na Bolsa
Com estimativa menor de produção da OGX Petróleo, maior empresa de Eike, suas ações despencaram 25%, derrubando os papéis de outras seis companhias do grupo e fazendo a Bovespa cair 1,35%. Somadas, as perdas atingiram R$ 8,37 bilhões em valor de mercado. (Págs. 1 e 19)
Pacote reduz TJLP e injeta R$ 8,4 bilhões
Para turbinar o PIB, Dilma lançou o 8º pacote desde 2009, com injeção de R$ 8,4 bilhões em compras governamentais e corte da Taxa de Juros de Longo Prazo. Economistas dizem que é insuficiente. (Págs. 1, 21 e Míriam Leitão)
Confundido com gay, gêmeo é morto na BA
Confundidos com casal gay, dois gêmeos de 22 anos, que saíam abraçados de um forró, foram espancados por outros homens em Camaçari, na Grande Salvador. José Leonardo da Silva levou pedradas na cabeça e morreu. José Leandro teve afundamento na face, mas sobreviveu. (Págs. 1 e 10)
Serra é multado por propaganda antecipada (Págs. 1 e 11)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Com impacto limitado, governo lança 7º pacote
Plano para estimular compras e destravar a economia só terá efeito no fim do ano

A presidente Dilma Rousseff lançou mais um pacote de estímulo à economia brasileira, o sétimo desde o final do ano passado. O foco agora é usar o “poder de compra” da União para incentivar a produção da indústria nacional.

O programa prevê R$ 6,6 bilhões no segundo semestre para novas compras de máquinas e equipamentos feitos no Brasil, mas ainda não está certo de onde virão os recursos. O impacto da medida é limitado e deve ser sentido só no fim deste ano. (Págs. 1 e Mercado B1)

Análise

Pacote não permite retomar o crescimento no curto prazo, escreve Luiz Carlos Delorme Prado. (Págs. 1 e B8)
Grupo de Eike "perde" R$ 7 bi na Bolsa em apenas um dia
As empresas de Eike Batista “perderam” ontem ao menos R$ 7,2 bilhões com a queda do valor de mercado de três de suas empresas. As ações da OGX despencaram 25%. A previsão de menor produção de petróleo gerou desconfiança no mercado.

Entre as cem maiores empresas do mundo, as ações da Petrobras são a quarta mais desvalorizada na Bolsa de Valores. (Págs. 1 e Mercado B9 e B10)
Lugo cogita se candidatar a presidente no ano que vem
Destituído pelo Congresso ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo não descarta se candidatar novamente ao cargo, em abril do ano que vem. “Tornei-me um cidadão comum. Tenho todos os meus direitos políticos a exercer”, diz o ex-presidente a Isabel Fleck.

Lugo afirma ser contra sanções econômicas ao país, defendidas pela Argentina. “Prejudicaria a classe mais humilde.” (Págs. 1 e Mundo A16)
Clóvis Rossi: Como se defender se a cassação não mostrou provas?
Na ação contra Lugo, se diz que “todas as causas [do impeachment] são de notoriedade pública, motivo por que não precisam ser provadas, conforme o ordenamento vigente”. Como então provar o contrário do que não precisa ser provado? (Págs. 1 e Mundo A18)
Vice do Irã diz que judaísmo incentiva o narcotráfico (Págs. 1 e Mundo A20)

Jornalista diz que tucano lhe deu R$ 140 mil de caixa dois (Págs. 1 e Poder A13)

Editoriais
Leia “O drama de Merkel”, acerca de papel da chanceler alemã na crise europeia, e “Pena capital e primitiva”, sobre brasileiros condenados na Indonésia. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Dilma lança novo pacote, mas reação é de ceticismo
Mercado e indústria duvidam que medidas sejam capazes de mudar o quadro de baixo crescimento

O governo de Dilma Rousseff cortou ontem de 6% para 5,5% a taxa de juros do BNDES para investimentos e ampliou para R$ 8,4 bilhões os gastos que pretende fazer até dezembro com a compra de equipamentos para impulsionar a economia - desse total, R$ 1,8 bilhão já estava previsto no Orçamento. O pacote ajuda segmentos industriais específicos, mas, na avaliação do mercado e da indústria, será insuficiente para alterar o quadro de baixo crescimento econômico previsto para este ano. “Temos de continuar com as políticas de estímulo”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante apresentação do “PAC equipamentos”, como foi denominado o conjunto de medidas. “Já estamos crescendo”, afirmou Mantega, negando o cenário de desaceleração da atividade econômica. (Págs. 1 e Economia B1 e B3 a B5)

Celso Ming
Mais um refresco

O novo pacote cumpre mais a função de mostrar que o governo está fazendo algo do que de garantir eficácia para sua política econômica. (Págs. 1 e Economia B2)
Mercosul isola Paraguai e abre brecha para Venezuela
Brasil, Argentina e Uruguai articulavam ontem, em reunião do Mercosul em Mendoza (Argentina), uma punição "branda” contra o Paraguai como conseqüência da destituição do presidente Fernando Lugo. A medida deve abrir brecha para a entrada da Venezuela como sócia plena - possibilidade a que o Congresso do Paraguai se opõe. (Págs. 1 e Internacional A14 e A15)
Jornalista depõe na CPI e volta a acusar Perillo
À CPI do Cachoeira, o jornalista Luiz Carlos Bordoni reafirmou ontem que recebeu R$ 40 mil em espécie, em junho de 2010, das mãos do hoje governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). “Fui pago com dinheiro sujo”, disse. (Págs. 1 e Nacional A8)
Ataque homofóbico a gêmeos deixa um morto (Págs. 1 e Cidades C4)

Gareth Evans
Diálogo com o Irã

As potências mundiais vêm insistindo que suas exigências sejam atendidas, mas oferecem muito pouco a Teerã nas negociações. (Págs. 1 e Visão Global A18)
Eugênio Bucci
Rádios humilhadas

A Voz - que não é do Brasil, mas do passado - figura na programação como um cadáver. Já não intimida, já não informa. Ela simplesmente jaz. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Notas & Informações
Caminho desimpedido

Amainaram as tensões que ameaçavam toldar o julgamento do mensalão no Supremo. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Salário do servidor já está na internet
A partir de agora, qualquer cidadão já pode saber quanto ganha um funcionário público do GDF ou do governo federal. Em cumprimento à Lei de Acesso à Informação, a divulgação dos salários começou ontem à noite na internet. A começar pela remuneração da própria presidente Dilma Rousseff. Está lá no Portal da Transparência: a remuneração bruta dela é de R$ 26.723,13 — com as deduções, o líquido de maio foi de R$ 19.818,49. O ministro da Defesa, Celso Amorim, teve salário bruto de R$ 51.549,03, mas com o abate-teto de R$ 24.825,88, os vencimentos ficaram em R$ 19.866,99. “Vivemos uma nova etapa na ética pública e no respeito aos cidadãos”, disse o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage. (Págs. 1, 6 e 30)
Dossiê da ditadura explica por que bilhete levou militares a torturar Dilma em Minas
Documento afirma que o então preso político Angelo Pezzuti, líder do grupo armado Colina, reconheceu bilhetes interceptados pela repressão. Em um deles, divulgado com exclusividade pelo Correio/Estado de Minas, Pezzuti teria contado, em 1969, que pediu a Estela (codinome usado por Dilma Rousseff) ajuda para fugir da prisão. O bilhete que ela jamais recebeu serviu de pretexto para que a torturassem em Juiz de Fora. (Págs. 1 e 2)
Aposentadoria, só por idade
Governo só aceita o fim do fator previdenciário se for estabelecida idade mínima para obtenção do benefício. (Págs. 1 e 8)
Esquenta briga por reajuste
Câmara aprova aumento para o Judiciário, mas governo se opõe e tenta reduzir distorções salariais entre os Poderes. (Págs. 1 e 15)
Crise global: Pacote de Dilma frustra o mercado
Medidas anunciadas preveem a injeção de R$ 8,4 bilhões para antecipar as compras governamentais, estimulando vários setores da economia. Especialistas, no entanto, não se entusiasmaram com a iniciativa, tomada às vésperas de uma provável revisão do PIB para menos de 3,5% este ano. (Págs. 1 e 12)
Fotolegenda: Música - Duas vozes inesquecíveis
Ídolos da MPB, Ângela Maria e Cauby Peixoto subiram a rampa do Congresso pelo tapete vermelho, honra concedida a chefes de Estado, para receber a Medalha do Mérito Legislativo. (Págs. 1 e Diversão & Arte, Capa)
Lugo já articula a candidatura ao Senado paraguaio (Págs. 1 e 20)

Tombamento: Brasília leva bronca, mas mantém título
A Unesco confirmou que a cidade continuará como patrimônio da humanidade, apesar das agressões ao projeto urbanístico original. Mas, a partir de agora, o GDF terá que prestar contas das medidas tomadas para resolver os problemas e atender às recomendações dos especialistas das Nações Unidas. (Págs. 1, 25 e 26)
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Valor Econômico

Manchete: Ferrovias terão de renovar 5 mil km de linhas sem uso
O governo exigirá que as concessionárias de ferrovias recuperem 5 mil quilômetros de estradas de ferro que estão absolutamente abandonadas. Ao todo, terão de reformar 49 trechos de malha, um conjunto de obras que deverá custar perto de R$ 5 bilhões. A determinação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atinge 3 das 12 empresas que controlam a malha nacional: América Latina Logística (ALL), Transnordestina Logística e Ferrovia Centro-Atlântica.

A ANTT avalia que muitos trechos abandonados passaram a ter demanda e estão em situação mais que precária. É o caso, por exemplo, do trecho que liga os municípios paulistas de Pradópolis e Barretos. Nesse corredor de 131 km, diz Marcus de Almeida, gerente de transporte ferroviário de cargas da ANTT, existe hoje uma forte procura para viabilizar o escoamento de cana, açúcar e álcool. (Págs. 1 e A6)
Empresas de Eike perdem R$ 8,25 bi
As empresas do grupo EBX, de Eike Batista, perderam ontem R$ 8,253 bilhões em valor de mercado. No início da tarde, o recuo na bolsa chegou a somar R$ 10 bilhões, obrigando o empresário a convocar uma teleconferência com analistas para tentar frear a sangria. As ações caíram porque os investidores ficaram decepcionados com o comunicado feito na noite de terça-feira pela OGX, a petroleira do grupo, anunciando revisão drástica da produção prevista para o poço de Tubarão Azul, na Bacia de Campos (RJ) - de 20 mil para 5 mil barris diários.

Batista assegurou que a OGX não vai falir. E disse que reduzirá a frota de sondas de seis para três. "Podemos falar sobre isso em outro momento, mas você está falando sobre uma possibilidade remota. Não vejo motivo para pensar em falência. Vamos produzir muito petróleo ainda". (Págs. 1 e B1)
Ex-diretor da Sadia ganha ação no STJ
Adriano Ferreira, ex-diretor financeiro da Sadia e protagonista do episódio que levou a empresa a perder R$ 2,55 bilhões com derivativos cambiais em 2008, diz que está "algumas toneladas mais leve". O Superior Tribunal de Justiça julgou improcedente a ação da Sadia pedindo o ressarcimento do prejuízo, no qual Ferreira constava como único responsável pelas operações. O executivo levou um bom tempo para conseguir emprego - depois de passar por "headhunters" que "tinham sempre um pé atrás" -, até ser levado por amigos para se tornar, desde o fim de 2010, diretor financeiro e administrativo da fabricante de motocicletas Kasinski. "Quando está tudo bem, há 50 mil ao seu redor para estourar a champanhe", diz Ferreira, que move ação por danos morais contra a Sadia. (Págs. 1 e B12)
Fotolegenda: Guerra aos micróbios
A CBE Embrarad, que presta serviço de esterilização de produtos pela exposição a raios gama, planeja a construção de mais duas unidades. A primeira será inaugurada no próximo ano, em Goiás ou no Paraná, e a segunda, no Nordeste, em 2014, diz Fernando Reichmann. (Págs. 1 e B2)
Governo reduz TJLP e eleva compras
Inconformado com o fraco crescimento da economia, o governo federal voltou a anunciar medidas para tentar estimular a indústria. Ontem, em medida antecipada pelo Valor na segunda-feira, reduziu de 6% para 5,5% ao ano a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada nos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, ampliou em R$ 6,61 bilhões, totalizando R$ 8,43 bilhões, as compras governamentais de equipamentos, veículos e máquinas previstas para o segundo semestre. Mais medidas não estão descartadas.

Representantes de diversos setores presentes à cerimônia de lançamento do pacote no Palácio do Planalto consideraram as medidas positivas, mas insuficientes para promover uma expansão mais rápida da economia. A indústria quer a desoneração dos investimentos. A presidente Dilma Rousseff reconheceu, entretanto, que a crise mundial não permite "aventuras fiscais". (Págs. 1 e A3)
Brasil é o segundo em bônus nos EUA
O Brasil se tornou o segundo maior emissor estrangeiro de bônus corporativos nos Estados Unidos, com as companhias brasileiras aproveitando o apetite dos investidores por ativos de alto rendimento. Essas colocações ampliaram a participação do país no mercado americano para cerca de 11% das emissões internacionais totais de títulos de dívidas denominados em dólar neste ano. As empresas brasileiras são atraídas aos EUA pelo grande número de fundos de investimento de longo prazo e pelas taxas, as menores da história. (Págs. 1 e C14)
Planalto mobiliza governadores e prefeitos contra 10% à Educação
O governo federal espera contar com a ajuda de prefeitos e, sobretudo, governadores para tentar frear a tramitação de projetos de lei no Congresso que aumentem os gastos públicos correntes, num movimento que evitaria as "aventuras fiscais" criticadas ontem pela presidente Dilma Rousseff. Um dos principais alvos do Palácio do Planalto é a proposta que eleva os recursos da Educação para 10% do PIB, que foi aprovada pela Câmara e será analisada pelos senadores.

A aceleração de projetos de impacto eleitoral também trouxe preocupação ao Planalto. Os governistas conseguiram forçar o PT a fazer manobras regimentais para evitar que a Câmara apreciasse o projeto que redistribui os royalties do petróleo. (Págs. 1 e A10)
Lugo pensa em ser candidato ao Senado
O presidente recém-deposto do Paraguai, Fernando Lugo, não acredita na possibilidade de as eleições presidenciais de abril de 2013 serem antecipadas, conforme proposta apresentada a Assunção pelos demais países do Mercosul. Ele também descarta as chances de uma saída para a crise que resulte em sua volta ao poder e já considera candidatar-se ao Senado. Destituído em um impeachment relâmpago, o ex-bispo, de 61 anos, disse em entrevista ao Valor, por telefone, que sua intenção é se manter ativo politicamente e fazer oposição aos partidos tradicionais.

Lugo descarta a possibilidade de voltar a se candidatar à presidência do país. "A Constituição nacional não permite a reeleição. Se eu participo de novo e sou eleito, a Constituição não permite. Mas, sim, há respostas para ter outras candidaturas, como a de senador ativo". Reconhecendo que a situação do país está aparentemente tranquila, com manifestações de indignação, ele explicou por que resolveu não resistir ao processo de impeachment. "Por um bem maior, salvaguardar a vida das pessoas, tive que me submeter a esse julgamento político que é injusto, irracional e sem o devido processo legal". (Págs. 1 e A14)
Fórmula de fusão da Latam pode inspirar outras aéreas (Págs. 1 e B8)

Fuga de moedas emergentes afeta empresas mundiais (Págs. 1 e C14)

Tivit avança no "clube do bilhão" na área de TI no Brasil, diz Mattar (Págs. 1 e B3)

Sem Cide, transporte perde R$ 7 bi
Redução a zero da alíquota da Cide para compensar o impacto do reajuste dos combustíveis pela Petrobras compromete mais de R$7 bilhões em investimentos na área de transportes e preocupa governos estaduais, que ficam com 29% do tributo. (Págs. 1 e A5)
Brasil quer baixar preço de "roaming"
Proposta brasileira para redução dos preços de ‘roaming’, que será levada em dezembro à Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais, em Dubai, desagrada operadoras de celular e os Estados Unidos. (Págs. 1 e B3)
Realgem´s inicia exportações
A expansão do setor hoteleiro no pais anima a Realgem’s, fabricante de cosméticos para hotéis que também iniciou exportações para o Uruguai, Angola, Paraguai e negocia com empreendimentos cubanos. (Págs. 1 e B5)
Autometal vai às compras
A fabricante de autopeças Autometal, do grupo espanhol CIE Automotive, quer aproveitar o momento de ativos depreciados para fazer aquisições na América Latina, principalmente no Brasil. (Págs. 1 e B7)
Usinas devem retomar investimentos
Após três anos de dificuldades, os fabricantes de equipamentos para o setor sucroalcooleiro e o próprio BNDES preveem a construção de pelo menos 100 usinas no Centro-Sul entre 2013 e 2020. (Págs. 1 e B10)
Soja importada
Diante da escassez de soja e dos preços recorde no mercado doméstico, tradings e processadoras começaram a buscar nos países vizinhos uma alternativa para assegurar o abastecimento. Nos últimos dez dias, foram importadas 100 mil toneladas. (Págs. 1 e B12)
Shopping Centers
Neste ano, serão inaugurados no país mais 36 shopping centers, somando 473 empreendimentos que vão movimentar mais de R$ 100 bilhões. “A queda dos juros ajuda a impulsionar a atividade, que depende de capital intensivo”, diz Luiz Fernando Veiga, presidente da Abrasce. (Págs. 1 e Caderno especial)
Ideias
Ribamar Oliveira

Governo federal amplia suas despesas apesar do cenário de redução das receitas tributárias. (Págs. 1 e A2)

Raquel Ulhôa

A exposição ostensiva do ex-prefeito trouxe à tona a marca do PP como “o partido do Maluf", da qual a legenda tenta se livrar. (Págs. 1 e A13)
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Estado de Minas

Manchete: Mais uma tentativa
Novo pacote do governo para fermentar crescimento do PIB não convence analistas

Quinta medida anunciada este ano pelo Planalto para fazer deslanchar o Produto Interno Bruto não contempla apenas o consumo das famílias. Seu forte é o fomento aos investimentos. Amplia em R$ 6,6 bilhões os gastos públicos previstos no Orçamento de 2012, elevando para R$ 8,4 bilhões o valor aplicado em compra de máquinas, veículos e equipamentos. Projeta ainda a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo de 6% para 5,5% ao ano. Mas especialistas não acreditam que o PIB ganhe força e passe dos 2,5%. (Págs. 1, 12 e 13)
Juventude perdida
Aos 36 anos, a auxiliar de serviços gerais Paula (nome fictício) não sabe como superar a dor de ver o mais velho dos quatro filhos atrás das grades. Aos 18 anos, o jovem – preso em flagrante por tráfico de drogas na Região Oeste de BH – faz parte da triste realidade de rejuvenescimento dos detidos em unidades prisionais de Minas. Desde 2008, o número de homens e mulheres entre 18 e 25 anos presos subiu 162,9% e já representa quase 40% do total, segundo dados da Secretaria de Estado de Defesa Social. O envolvimento com drogas
continua como o principal motivo das detenções. (Págs. 1, 24 e o Editorial ‘Presídios condenáveis’, 6)
Aposentadorias: Acordo define o fim do fator previdenciário
Base aliada no Congresso e ministros da Fazenda e da Previdência fecham proposta para extinguir a exigência de tempo de contribuição e idade mínima para obtenção do benefício integral. A nova regra prevê a soma da idade e o tempo de serviço: 85 anos para mulheres e 95 para homens. (Págs. 1 e 15)
Dilma: Dossiê comprova bilhete com dica de fuga da prisão
Líder do Colina disse em depoimento ser autor de recado que culminou nas torturas da presidente. (Págs. 1 e 3)
Rodovias sem licença
Recomendação ao governo pede novos estudos de impacto ambiental para todas as estradas mineiras. (Págs. 1 e 25)
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Jornal do Commercio

Manchete: Proposta para Código Penal gera polêmicas
Comissão de juristas entregou anteprojeto ao Senado. Vários pontos encontram forte resistência, principalmente entre os evangélicos, como a liberação do aborto em alguns casos. (Págs. 1, 9 e 12, Editorial)
Dólar pressiona e pãozinho sobe 5%
Altar da moeda americana encareceu o preço do trigo e panificadoras já estão repassando o aumento de custo para os consumidores. (Págs. 1 e Economia 1)
Geraldo Júlio será lançado hoje pelo PSB
Eduardo Campos apresenta oficialmente seu candidato à Prefeitura do Recife. PP vai apoiar Humberto Costa. (Págs. 1 e 3 a 7)
Novo pacote para incentivar a indústria
Governo vai usar R$ 8,43 bilhões na compra de máquinas pesadas de fabricação nacional. (Págs. 1 e Economia, 6)
Barbárie na Bahia
Gêmeos de Ibimirim foram confundidos com gays e espancados, em Camaçari. Um morreu no local. (Págs. 1 e 10)
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Zero Hora

Manchete: R$ 8,4 bi para reaquecer
Governo antecipará compras públicas para ativar indústria nacional. Lista inclui ônibus, ambulâncias, vagões de trem, blindados, motos para polícia e até carteiras escolares. (Págs. 1, 4, 5 e 18 - Maria Isabel Hammes)

Um pacote sob medida para Caxias do Sul. (Pág. 1)

O desafio é desembolsar tanto dinheiro. (Pág. 1)
Tradição: Copa terá acampamento farroupilha
Porto Alegre terá a atração em julho de 2014. (Págs. 1 e 28)
Aposentadoria: Nova regra sobre idade será votada em agosto
Governo federal insiste em idade mínima para quem ainda vai ingressar no mercado de trabalho. (Págs. 1 e 8)
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Brasil Econômico

Manchete: Em um dia, Eike perde R$ 8,4 bi, o equivalente ao pacote do governo
Ações da OGX, de petróleo e gás, registraram queda de 25,3%, a maior entre as empresas do grupo EBX, após dados sobre produção desapontarem. O próprio Eike veio a público defender as companhias que criou, boa parte pré-operacionais. (Págs. 1 e 30)
Mercado livre de energia traz economia de R$ 1,5 bi
Novo modelo de fornecimento permite redução de custos das empresas em 20% até 2014, com apenas mudanças contratuais; mercado potencial é de 30 mil companhias. (Págs. 1 e 10)
Medidas de incentivo da Fazenda não entusiasmam
Empresários veem com otimismo o pacote lançado ontem pelo ministro Guido Mantega; a ressalva fica por conta da ausência de estímulos ao crescimento da produção. (Págs. 1 e 4)
Bolsa verde do Rio estreia este ano (Págs. 1 e 33)

Os novos reis dos shoppings no país
Controlada por sobrenomes tradicionais no meio empresarial como Setubal e Torre, a Vértico vai investir R$ 550 milhões em centros comerciais. (Págs. 1 e 16)
Resposta a São Paulo
Julio Bueno, secretário do Rio, cutuca seu colega paulista Andrea Calabi e diz que guerra fiscal é café pequeno. (Págs. 1 e 7)