A vereadora Ana Maria de Holleben
(PT-PR), de Ponta Grossa, acusada de forjar o próprio sequestro, irá passar a
noite desta quinta-feira na delegacia local. Ela recebeu alta do Hospital
Regional, onde estava sob efeito de sedativos e foi levada para a delegacia.
Por causa de sua situação instável, o
depoimento previsto para acontecer durante a tarde não ocorreu, e, ao invés de
ficar em uma cela comum ela permanecerá em uma sala com cama e banheiro. Quatro
pessoas ligadas a ela permanecem detidas. Já o advogado de Ana, Pablo Milanese,
deve entrar com pedido de habeas corpus para liberá-la.
A vereadora ficou desaparecida
durante 24 horas, quando seu assessor Idalécio Valverde contou à polícia que
Ana havia sido raptada por quatro pessoas. Na manhã desta quinta-feira, porém,
Idalécio, mais o irmão Adalto e a esposa Suzicleia foram presos e, segundo
policiais, contaram a farsa. A vereadora teve a prisão pedida e foi encontrada
no Hospital Regional sob efeito de sedativos.
Segundo o delegado Danilo Cesto, da
13ª Subdivisão Policial, Ana deverá ser ouvida tão logo tenha melhoras em seu
estado de saúde. Se estado físico está bom, mas a gente percebe que ela está
bem debilitada, disse. Antes de ir para a delegacia, Ana foi ao IML de Ponta
Grossa fazer exame de corpo de delito.
O pedido de prisão foi feito pelo
delegado Luiz Alberto Cartaxo, do Grupo Tigre, especializado em situações de
sequestro. Em entrevista coletiva ele chegou a citar a possibilidade de Ana
provocar a situação para não participar da eleição da Câmara.
Apesar de não ter feito o depoimento,
os autos de flagrante foram enviados para a Justiça, que irá avaliar o pedido
de prisão feito por Cartaxo.
Já o advogado Milanese, disse que sua
cliente irá ajudar na investigação. Ela quer e vai colaborar, mas no momento
oportuno.
Ana e seus assessores deverão
responder pelos crimes de formação de quadrilha, simulação de sequestro e
fraude processual.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
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