Governador Sérgio Cabral se reúne
nesta sexta com o ministro de Integração Nacional e o secretário Nacional de
Defesa Civil para definir ações para as regiões mais afetadas
A chuva não deu trégua à baixada
fluminense durante toda a madrugada desta sexta-feira, dia 4. Após um temporal
na noite de quarta-feira, a chuva perdeu intensidade mas não parou durante toda
a madrugada em Duque de Caxias, cidade mais afetada pelos estragos do temporal.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) manteve o alerta máximo para a cidade e
também em São João de
Meriti, Belford Roxo, Nilópolis, Mesquita, Nova Iguaçu, todas na região da
Baixada Fluminense. Na região Serrana, também afetada pelas chuvas, e em Angra
dos Reis, voltou a chover forte na madrugada e a situação é de atenção, segundo
o instituto.
Hoje, o governador do Rio, Sérgio
Cabral se reúne com o ministro de Integração Nacional, Fernando Bezerra e o
secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto Viana. A reunião vai avaliar os
estragos causados pela tempestade e definir ações para as regiões mais
afetadas. O encontro acontece no Rio, no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na
zona sul, e também terá a participação de secretários estaduais de Defesa
Civil, Saúde e Meio Ambiente.
Em Xerém, a prefeitura de Duque de
Caxias contabilizou 400 pessoas desabrigadas na noite de ontem, mas segundo a
Defesa Civil, o número passou de 1000 pessoas. Ao todo, 200 casas foram
destruídas na cidade, a maior parte nas regiões de Pedreira, Pocilga e Café
Torrado, bairros mais próximos à cabeceira do rio Capivari, que transbordou em
função das fortes chuvas da madrugada de quinta-feira.
Duas pessoas ainda estão
desaparecidas na região, entre elas um funcionário Companhia Estadual de Águas
e Esgotos (Cedae), chamado de Eneas Paes Leme. A outra vítima era morador de
Duque de Caxias.
Na região Serrana, as chuvas voltaram
com intensidade nessa madrugada, mas não há relatos de destruição. A situação
preocupa as autoridades de Defesa Civil. Em função do terreno encharcado pelas
chuvas, toda a região está instável e há possibilidade de novos deslizamentos.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
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