A carga tributária bruta atingiu 35,31% do PIB em 2011, de acordo com o estudo divulgado nesta quinta-feira no Ministério da Fazenda. Em 2010, o índice havia ficado em 33,53% do PIB.
Já a carga tributária líquida em 2011 foi de 20,17% do
PIB, conforme os dados disponibilizados pelo secretário adjunto de Política
Econômica do Ministério da Fazenda, Sérgio Gobetti.
“A carga líquida nos permite ter uma melhor comparação
com a carga tributária de outros países”, disse Gobetti. “Os países que tendem
a ter uma rede de proteção maior tendem a ter uma carga tributária bruta
maior”, explicou.
Em relação à carga tributária bruta, o relatório indica
que o bom desempenho da economia no período teve reflexos na arrecadação de
tributos. O estudo mostra ainda que não houve medidas legislativas de aumento
da carga tributária no período.
“Essa elevação da carga tributária bruta é o resultado
do crescimento de 2,7% do PIB e de 8,15% da arrecadação tributária nos três
níveis de governo”, explicou o coordenador geral de estudos econômicos
tributários e de previsão e análise de arrecadação da Receita Federal, Othoniel
Lucas de Sousa Jr.
FATORES
O secretário adiantou que o Imposto de Renda, a
contribuição para a Previdência Social e a CSL (Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido) ficaram entre os tributos que registraram as maiores variações.
“Houve a recuperação de investimentos em aplicações
financeiras, que é imposto de renda retido na fonte sobre o capital. Além
disso, também tivemos expansão salarial, que é imposto retido na fonte sobre o
trabalho”, argumentou Othoniel Lucas de Sousa Jr.
Em relação à previdência social e aos FGTS, o
coordenador explicou que houve um ganho de arrecadação devido ao aumento do
emprego formal, que cresceu 5,2%.
Outro fator que ajuda a explicar a elevação da carga
tributária é o crescimento da arrecadação de Cofins. “Isso se deve ao bom
desempenho de alguns setores em 2011, com destaque para o comércio e os setores
de eletricidade e gás”, disse Othoniel Lucas de Sousa Jr.
OUTROS PAÍSES
O estudo apresentado nesta quinta-feira também trouxe
uma tabela comparando a carga tributária brasileira com a carga tributária de
outros países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico).
Nessa comparação, países como Alemanha, Bélgica, Itália
e França apresentam carga maior do que o Brasil. Outros países como Espanha,
Chile e México têm carga mais baixa do que a brasileira, de acordo com os dados.
Segundo o coordenador geral de estudos econômicos tributários,
é preciso considerar que algumas espécies tributárias existentes em alguns
países podem não existir em outros.
“A previdência em alguns países é privada, não fazendo
parte da carga tributária. No Brasil, ela é pública”, exemplificou.
Fonte: Ministério da Fazenda
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