A
Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público aprovou na última
quarta-feira (28) o Projeto de Lei Complementar 15/11, do deputado
Felipe Bornier (PSD-RJ), que obriga estados, municípios e o Distrito
Federal a cumprir uma série de exigências para receber recursos federais
para a área de educação. O objetivo da proposta é avançar na direção de
uma Lei de Responsabilidade Educacional.
O
relator, deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), recomendou a
aprovação. “A proposta de vincular a transferência de recursos
financeiros da União à comprovação de que o ente federado está
comprometido com a eficácia da política educacional pode contribuir para
a boa gestão dos recursos necessários ao aprimoramento da educação”,
afirmou.
As exigências são:
- aplicação, em educação, do percentual mínimo de receita de impostos previsto Constituição;
-
estratégias de valorização dos profissionais da educação, com plano de
carreira, nos termos da legislação federal pertinente, e programa de
formação continuada, de duração plurianual, com dotação orçamentária
específica;
-
jornada de trabalho dos profissionais da educação que inclua período de
tempo semanal especificamente destinado a atividades de planejamento,
estudo coletivo e avaliação, cumprido na unidade escolar;
- plano de educação aprovado em lei;
- padrões definidos de infraestrutura e funcionamento das escolas para cada etapa e modalidade da educação básica;
- estratégias de oferta da educação infantil, garantida a todas as crianças na faixa etária de 0 a 3 anos, segundo critérios de natureza social e econômica;
-
oferta regular de educação pré-escolar, ensino fundamental e ensino
médio, com jornada escolar de duração superior a quatro horas diárias;
- programas suplementares de material didático, alimentação, transporte e assistência à saúde do estudante;
- avaliação anual do nível de rendimento escolar dos alunos;
- emprego de recursos na melhoria do rendimento escolar.
A
proposta define ainda que as transferências voluntárias da União serão
distribuídas proporcionalmente aos esforços do estado ou município para
assegurar o cumprimento dos requisitos. Além disso, quem descumprir
algum dos requisitos corre o risco de ter suspenso o repasse das
transferências voluntárias até que o problema seja resolvido.
Fonte: Câmara dos Deputados
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