quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ipem lacra bombas em dez postos de Campinas



Fiscais  fazem  a  medição  com um   a   base  de 20   litros  e  constataram  que o  valor  pago  registrado  na  bomba   ficou  mais  caro


25/01/2012 - 12h27 . Atualizada em 25/01/2012 - 14h02 
Douglas Fonseca  DO PORTAL RAC

Os postos onde foram encontradas fraudes serão autuados e as bombas lacradas
(Foto: Dorinaldo Oliveira/Portal RAC)

Fiscais do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) realizaram durante a manhã desta quarta-feira (25) uma megaoperação em conjunto com policiais do Grupo Armado de Repreensão a Roubo e. Assaltos (Garra) para averiguar bombas de combustíveis em postos de Campinas. Ao todo devem ser inspecionados 21 estabelecimentos até as 13h. Até o meio-dia, foram averiguados dez postos e em todos foram encontradas adulterações nas bombas de gasolina.
A fraude encontrada pelo Ipem mostra que os consumidores pagavam uma quantidade de combustivel em litros e na verdade o que era recebido no tanque do carro não correspondia ao valor pago. Durante a manhã o posto que apresentou o maior volume de combustível registrado na bomba e não fornecido para o consumidor foi do posto Tropical na Av. Moraes Salles, N° 1060.
Os fiscais fazem a medição com uma base de 20 litros e constataram que o valor pago registrado na bomba ficou mais caro. Desta forma ficou comprovada a adulteração nas placas de computação das bombas que apresentavam sinais claros de adulteração com um fio de cobre interligado entre os eletrodos.
A operação realizada pelo Ipem conta com o elemento surpresa para não permitir a retirada do esquema corrupto das bombas, desta forma os fiscais não divulgaram a lista de postos que seriam averiguados. A meta da operação era verificar as condições das bombas de combusível em 21 postos da cidade e um balanço com os dados e lista de postos que tiveram as bombas lacradas será divulgada durante a tarde desta quarta-feira (25).
Em um posto localizado no cruzamento entre as ruas José Paulino e Moraes Salles, os fiscais encontraram um controle remoto guardado em uma das mesas onde é feito o pagamento do combustível. Os fiscais desconfiaram que o controle remoto, do tipo de alarme de carro, seria utilizado para ligar e desligar o dispositivo que realizava o desvio do combustível.
O gerente do autoposto não quis dar entrevista e afirmou que o controle seria de um cliente do posto que havia esquecido no local. No entanto os fiscais levaram o controle remoto para averiguação e se o proprietário do mesmo der falta do aparelho deve procurar o Ipem para reaver o objeto.
O superintendente do Ipem, José Tadeu Rodrigues Penteado, afirmou que os postos em que foram realizadas as interdições às bombas de combustível será feita uma autuação através de multa. Em relação à aduletração de combustível, Tadeu afirmou que esta averiguação não é de competência do Ipem mas que foi constatada em alguns postos a adição de solventes ao combustível. 'Nós não estamos verificando a qualidade do combustível mas em um posto no Jardim Itatinga, realizamos a medição do combustível e poucos minutos depois o liquído havia evaporado uma porcentagem. A gasolina não evapora de forma tão rápida' afirmou.
Em um posto da bandeira Ipiranga na Moraes Salles foram lacradas 4 bombas de um total de 8. A advogada do posto, Fabiana Braga, que esteve presente durante a ação dos fiscais afirmou que as placas estavam com problemas devido à falta de assistência técnica especializada na cidade, e assim é realizada uma 'gambiarra'.
O balanço de postos averiguados e bombas lacradas será divulgada durante a tarde desta quarta-feira


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