O Ministério Público do Paraná deflagrou, ontem (14/12), operação com o objetivo de desarticular quadrilha acusada de fraudar os cofres estaduais em cerca de R$ 113 milhões - valor relativo a ICMS não recolhido - e de desviar mais R$ 40 milhões em tributos federais.
De acordo com a
investigação que a Promotoria de Justiça de Combate aos Crimes Contra a Ordem
Tributária do Paraná vem fazendo há mais de dois anos, o núcleo central da
quadrilha estaria na Região Metropolitana de Curitiba e seria formado por
empresários, familiares e contadores. Estariam envolvidas nas fraudes
tributárias 79 empresas do segmento gráfico e 212 pessoas, no Paraná, Santa
Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.
Durante a Operação
Papel, que contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às
Organizações Criminosas do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), foram
expedidos 12 mandados judiciais de prisão temporária, sendo que o mandado de
Santa Catarina já foi cumprido, em Coqueiros (Florianópolis), e 100 mandados de
busca e apreensão em empresas, escritórios de contabilidade e residências, nos
quatro estados - os trê sem Santa Catarina (Florianópolis, Itapema e São José)
já foram cumpridos.
Também estão sendo
feitas notificações para que 70 pessoas, na sua maioria laranjas, sejam ouvidas
pelo Ministério Público, sendo 61 no Paraná. As duas em Santa Catarina já foram ouvidas e as demais estão
sendo ouvidas nos outros estados.
A operação envolve,
pelo MP-PR, a Promotoria de Justiça de Combate aos Crimes Contra a Ordem
Tributária de Curitiba, as Promotorias de Justiça de Francisco Beltrão e
Morretes, e os Gaecos de Curitiba e Londrina; além da Secretaria de Estado de
Segurança Pública do Paraná, através das Polícias Militar e Civil; a Receita
Federal e a Receita Estadual; e os Ministérios Públicos de Santa Catarina, São
Paulo e Rio de Janeiro, por meio dos respectivos Gaecos. Só no Paraná
participam da operação 300 policiais militares, além de 38 auditores da Receita
Estadual e 17 auditores da Receita Federal.
Esquema - De acordo
com o que foi apurado nas investigações, a quadrilha constituía,
sucessivamente, empresas na área gráfica em nome de laranjas, administrava-as
através de procurações, não pagava os tributos devidos e depois as fechava. Os
débitos não podiam ser executados pelo Estado, porque os sócios formais -
laranjas - não tinham condição de quitar as dívidas.
Fonte: Ministério
Público de Santa Catarina
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