Comissão pode votar parecer que vincula salários de
seis carreiras ao teto
Relator incluiu quatro carreiras em
PEC que beneficia advogados públicos e procuradores estaduais.
Mauro Benevides: trabalho das seis
categorias se assemelha em grau de dificuldade.O deputado Mauro Benevides
(PMDB-CE), relator da comissão especial criada para analisar a proposta de
emeda à Constituição (PEC) que vincula a remuneração dos advogados públicos ao
teto do serviço público, vai propor a ampliação das categorias beneficiadas. A
PEC 443/09 beneficia os integrantes das carreiras da Advocacia-Geral da União
(AGU) e das procuradorias dos estados e do Distrito Federal, estabelecendo que
seu maior salário será equivalente a 90,25% (R$ 25.323) do teto, que hoje é de
R$ 28.059.
O relatório, cuja votação está
marcada para hoje, às 14h30, estende esse subteto para os defensores públicos,
para os delegados da Polícia Civil dos estados, da Polícia Federal e para os
procuradores municipais de capitais e de cidades com mais de 500 mil
habitantes.
Segundo o relator, o trabalho dos
integrantes dessas categorias se assemelha em grau de dificuldade, por isso a
remuneração deve ser equivalente.
O texto de Benevides prevê um
cronograma para implantação dos novos subsídios: até dois anos para a União e
até três anos para estados, Distrito Federal e municípios. O relatório
estabelece ainda que a diferença entre os níveis remuneratórios dos integrantes
dessas carreiras não poderá ser superior a 10% nem inferior a 5%.
Se for aprovada na comissão especial,
a proposta seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.
A reunião da comissão será realizada
no Plenário 14.
Fonte: Câmara dos Deputados Federais
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