A
última palestra do II Encontro dos Profissionais da Informação foi realizada
pela diretora da Secretaria de Gestão da Informação e Documentação do Senado
Federal, Edilenice Passos, que compartilhou sua experiência com os
bibliotecários da Justiça Federal, reunidos entre os dias 20
a 22/11, no
Conselho da Justiça Federal (CJF). O evento foi promovido pelo Centro de
Estudos Judiciários (CEJ) do CJF.
A palestrante falou sobre as condições para o sucesso da cooperação entre
as bibliotecas e ressaltou que os esforços são tão lentos quanto na iniciativa
individual, mas que o resultado é muito maior e o com menor custo. Destacou
ainda, que, para se chegar ao objetivo comum almejado, é preciso ter a
consciência de que “cooperação não é uma simples troca, a cooperação requer um
trabalho conjunto de todos os envolvidos no processo”, afirma.
Edilenice Passos fez um breve histórico sobre redes e lembrou que desde
1740 já se compartilhava informações - o espírito coletivo de rede já existia.
A primeira rede de bibliotecas, Online Computer Library Center, Inc. (OCLC),
foi criada em 1967 visando buscar soluções práticas para o compartilhamento e
reduzir os custos da informação. “O banco de dados bibliográficos mais
abrangente do mundo tem hoje 90 milhões de registros e um bilhão de acessos”,
acrescenta a palestrante.
No Brasil, a catalogação cooperativa teve início na década de 1940 e, desde
então, os procedimentos têm sido aperfeiçoados. Por isso, Edilenice reforça a
importância dos profissionais das bibliotecas da Justiça Federal se
capacitarem. “É necessário tirar esse tempo, como estão fazendo aqui nesse
encontro, para pensar, planejar as estratégias adotadas nas suas bibliotecas e
também para compartilhar as experiências que não foram bem sucedidas a fim de
evitar futuros erros”, alerta.
Em 2000, tiveram início as bibliotecas digitais, “que são também uma forma
de trabalho cooperativo”, ressalta a palestrante. Nesse contexto, foi criada a
Rede Virtual de Bibliotecas do Congresso Nacional - RVBI, uma rede cooperativa,
coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, que agrega recursos
bibliográficos de 14 bibliotecas da Administração Pública Federal e do Governo
do Distrito Federal, dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, com o
objetivo de atender às demandas de informações bibliográficas de seus órgãos
mantenedores. (http://www.senado.gov.br/senado/biblioteca/RVBI/rvbi.asp)
Ao encerrar o encontro de três dias, a coordenadora da Biblioteca do CJF,
Maria Aparecida de Assis Marks, reafirmou a importância de eventos como esse e
deixou uma reflexão para os participantes: “cooperar para construir é a melhor
forma”.
Fonte: Conselho da Justiça Federal
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