A regulamentação dos direitos dos empregados
domésticos volta à discussão nesta quarta-feira (29) na Comissão Mista sobre a
Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da
Constituição Federal. O grupo de deputados e senadores reúne-se para analisar o
relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) com propostas para aplicação da
emenda constitucional conhecida como PEC das Domésticas (PEC 72/2013).
Após divulgar seu
texto na última quarta-feira (22), Jucá informou que iria alterar o relatório
para que o empregado doméstico que cometa crime na casa do patrão, como
agressão a crianças ou idosos, não receba os 40% da multa do FGTS nem o
seguro-desemprego. A intenção inicial era fazer com que os empregados
recebessem os 40% do FGTS, mesmo se pedissem demissão ou fossem demitidos por
justa causa. O objetivo era impedir que patrões forjassem situações para
comprovar a justa causa e não pagar a indenização, ou que os empregados agissem
de forma a serem demitidos para receber os 40% do FGTS.
Jucá também vai
propor o fim do abatimento no Imposto de Renda a que o empregador doméstico tem
direito quando faz a contribuição patronal ao INSS. Outra mudança anunciada foi
a elevação do percentual que vai ser recolhido mensalmente, para antecipar o
pagamento da indenização de 40% do FGTS ao empregado de 3% para 3,2%.
20,2%
Assim, o total que os
patrões vão ter de pagar mensalmente será de 20,2% de encargos trabalhistas
sobre o valor do salário do empregado doméstico, sendo 8% de INSS, 8% de FGTS,
3,2% de antecipação da indenização dos FGTS, e 1% de seguro-acidente de
trabalho.
Para que o empregador
faça o pagamento das contribuições, vai ser criado o Supersimples doméstico.
Isso vai possibilitar o recolhimento de todas as contribuições em um único
boleto bancário. Para proteger os empregados, Romero Jucá deixou claras algumas
proibições.
A reunião será às 12
horas, no Plenário 9 da Ala Senador Alexandre Costa, do Senado.
Fonte: Câmara dos
Deputados Federais
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