Com o objetivo de
garantir a ordem pública em Senhor do Bonfim, a 185
km de
Salvador, a Justiça, atendendo integralmente a pedido formulado pelo Ministério
Público estadual, por meio do promotor de Justiça Gilber Santos de Oliveira,
decretou a prisão preventiva de Wilhans Carvalho Leite, Isis Caroline Ribeiro
Pereira, Leonardo Tolentino Pinto da Silva, Maria Lícia Carvalho Leite, Agenor
Ferreira Borges Júnior, Lucas dos Santos Andrade, José Carlos Teixeira Leite
Sobrinho, André Luis Alves de Oliveira, Francisco Ferreira da Silva Santos,
Cleiton Vieira Pereira, Gilson Nei de Souza Santos, Adriano Alves Pereira,
Roberio Ferreira Bonfim, Jomerson da Silva, José Agno Serafim de Souza, Cícero José
Pereira Júnior e Carliane Ferraz da Silva. Todos foram denunciados pelo MP por
tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Os acusados já estão presos desde o dia 27 de setembro
em regime de prisão temporária, depois de terem sido pegos em flagrante delito
de tráfico de drogas e porte de armas. No cumprimento dos mandatos, foram
apreendidas armas, drogas, munições, além de grande quantidade de dinheiro,
cheques e notas promissórias, bem como telefones celulares, computadores,
veículos e outros objetos produtos ou instrumentos do tráfico. A denúncia
relata que os acusados integravam um grupo criminoso que tinha a finalidade de
comercializar drogas, principalmente crack e cocaína, nas cidades de Senhor do
Bonfim, Campo Formoso e Jacobina. De acordo com ela, o líder do grupo, Wilhans,
recebia a droga, que era remetida de São Paulo, e repassava para traficantes
menores, inclusive adolescentes, que vendiam diretamente aos usuários. Os
denunciados alugavam casas e pagavam a pessoas para usar suas residências para
guardar drogas da organização.
O grupo passou a ser investigado depois que o MP teve
acesso a informações de que uma grande quantidade de drogas vinha sendo
comercializada pelo grupo de Wilhans. O material, produzido com pela
investigação “demonstrou de forma plena a existência de um grupo criminoso
voltado para o tráfico de drogas”, ressaltou o promotor de Justiça Gilber de
Oliveira. O promotor chamou atenção ainda para o fato de a decisão do juiz
Tardelli Cerqueira Boaventura atender a uma necessidade social de manutenção da
ordem pública. “O tráfico em Senhor do Bonfim e região tem causado tormentos
sociais como homicídios, violência doméstica, embriaguez, desordens, além de
crimes contra o patrimônio para sustentar o vício dos usuários”, destacou
Gilber de Oliveira, acrescentando que, além dos membros já identificados, a
organização pode ter outros componentes.
Fonte: Ministério Público da Bahia
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