O senador Armando Monteiro (PTB-PE) comemorou em Plenário nesta quarta-feira (28) a aprovação pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em caráter terminativo, do Projeto de Lei do Senado (PLS) 149/2011, que permite a empresas deduzir do imposto de renda os gastos com qualificação profissional de seus funcionários. O senador disse torcer, agora, para que a Câmara dos Deputados também reconheça o mérito da iniciativa.
O projeto de lei, aprovado inicialmente na Comissão de
Assuntos Sociais (CAS), considera como “operacionais” as despesas com
capacitação dos empregados para fins de dedução no Imposto de Renda de Pessoa
Jurídica (IRPJ). O texto explicita as condições em que essas despesas sejam
dedutíveis: qualificação, treinamento e formação profissional de empregados,
inclusive mediante concessão de bolsas de estudo em instituições de ensino em
qualquer nível, desde que oferecidas em condições de igualdade para todos os
empregados.
Armando Monteiro destacou que a proposição complementa a
principal diretriz da Lei 12.513/2012, que criou o Programa Nacional de Acesso
ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Hoje a participação da empresas no
programa se resume à abertura de crédito, através do Fundo de Financiamento
Estudantil (Fies), para incentivar os programas de formação profissional.
Segundo o senador, faltava a vertente de dedução das despesas do Imposto de
Renda.
- O abatimento deste tipo de despesas para fim de
apuração do Imposto de Renda trará oportunidade de dedução da receita
tributaria, o que contribuirá sobremaneira para o aumento da competitividade
das empresas, não apenas pela redução dos custos de capacitação, que são hoje
crescentes, como também pelo significativo ganho na velocidade com que esses
profissionais serão qualificados - afirmou.
Para o senador, as iniciativas para aumentar a
qualificação profissional, como o Pronatec, são sempre bem-vindas. Armando
Monteiro citou dados do Mapa do Trabalho Industrial de 2012, do Senai,
revelando que o país deve formar 7,2 milhões de profissionais de nível técnico
até 2015.
Apesar de ampliar o número de profissionais, alertou
Armando, o programa ainda não atende o mercado, que amplia cada vez mais rápido
a procura por trabalhadores qualificados. Em sua avaliação, é preciso construir
um pacto nacional que una governo e iniciativa privada em prol da educação,
revolucionando idéias e práticas nos três níveis de ensino: básico, médio e
superior.
- A nação brasileira precisa investir e muito na
qualificação de seus trabalhadores, se não quiser perder a corrida da
competitividade - disse.
Fonte: Senado Federal
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