Os usos e os perigos da radioatividade também são objeto de discussão no Senado. Atualmente, tramitam na Casa duas propostas sobre o assunto. O projeto de lei do Senado (PLS 227/2011) do senador Walter Pinheiro (PT-BA) destina parte dos recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social à prevenção de desastres naturais ou provocados por vazamento radioativo e ao atendimento das populações atingidas.
A proposição já foi aprovada na Comissão de Serviços de
Infraestrutura (CI) e está em discussão na Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE). Ao justificar a proposta, o senador lembrou que as usinas nucleares de
Angra 1 e Angra 2, no Rio de Janeiro, também estão sujeitas a acidentes, como
os ocorridos em outras partes do mundo.
— A tragédia de Fukushima, no Japão, e episódios mais
antigos, como o de Chernobyl, na Ucrânia, nos mostram que, apesar de raros,
acidentes nucleares podem ter consequências graves se não houver o preparo para
enfrentá-los.
Outra proposta em análise no Senado é o projeto de lei
da Câmara (PLC 141/2010) do ex-deputado Silvinho Peccioli, que regulamenta o
encerramento das atividades de instalações radioativas, como as de radioterapia
e radiografia industrial e os aceleradores de partículas. A proposta está na
Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) e já foi aprovada pela Comissão de Meio
Ambiente (CMA).
Em 2008, os senadores aprovaram substitutivo ao PLC
27/2004, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que determina a concessão de pensão
especial aos servidores e empregados públicos, civis ou militares, que foram
expostos à radiação do césio 137. Por ter sido aprovada na forma de
substitutivo, a proposta retornou para a Câmara dos Deputados.
Em discurso, Cyro Miranda (PSDB-GO) disse que o país
aprendeu muito pouco com o acidente do césio 137. O senador acredita que
desastres semelhantes ainda podem acontecer em qualquer lugar do Brasil. Cyro
também destacou que a fiscalização dos institutos de radiologia continua
ineficaz.
Para Lúcia Vânia (PSDB-GO), o acidente teve como
responsável não apenas a clínica radiológica que descartou em local impróprio
equipamento contendo material radioativo, mas também o Estado brasileiro. A
senadora afirma que os governos federal e estadual falharam na fiscalização e
na gerência da atividade desenvolvida pela clínica.
Fonte: Senado Federal
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