Durante o primeiro dia em que Lei de Acesso à Informação entrou em
vigor, o Sistema Eletrônico do Serviço de Informações ao Cidadão (e-SIC)
registrou 708 pedidos de consultas até às 18h. De acordo com a
Controladoria-Geral da União (CGU) o monitoramento do sistema será feito
constantemente.
Segundo a CGU, o Banco Central foi o órgão que teve
maior demanda (49), seguido pelo Ministério do Planejamento (37), Ministério
das Relações Exteriores (36), Ministério da Saúde (28) e Ministério da Justiça
(24).
A Lei de Acesso à Informação foi sancionada no fim do
ano passado e tem o objetivo de garantir aos cidadãos brasileiros acesso aos
dados oficiais do Executivo, Legislativo e Judiciário. O decreto que
regulamenta a lei foi assinado hoje (16) pela presidenta Dilma Rousseff durante
a cerimônia de instalação da Comissão da Verdade.
Segundo a CGU, todos os 38 ministérios divulgaram hoje
(16) as páginas eletrônicas que dão acesso a editais, licitações, contratações,
registros de repasses ou transferências de recursos financeiros, além de
pagamento de despesas a todo o público.
De acordo com o ministro-chefe da Controladoria-Geral da
União, Jorge Hage, o acesso ao sistema de informações ao cidadão foi tranquilo
na esfera federal. “Estamos acompanhando pelo sistema o volume dos pedidos em
diversos órgãos e ministérios”.
Ainda não há uma estimativa de quanto vai custar a
manutenção do SIC para os cofres públicos. “Não é barato, mas vale a pena. É
direito do cidadão e não tem preço. Devemos ter esse valor em breve”, disse
Hage. Segundo ele, nos Estados Unidos o custo anual chega a US$ 250 milhões.
A nova lei regulamenta o acesso a dados do governo, pela
imprensa e pelos cidadãos, e determina o fim do sigilo eterno de documentos
oficiais. Pela nova lei, o prazo máximo de sigilo foi limitado a 25 anos para
documentos ultrassecretos, a 15 anos para os secretos e a cinco para os
reservados. Os documentos ultrassecretos poderão ter prazo de sigilo renovado
apenas uma vez.
Com essa lei, o Brasil passa a compor, com 91 países, o
grupo de nações que reconhecem que as informações guardadas pelo Estado são um
bem público. Além dos gastos financeiros e de contratos, a norma garante o
acompanhamento de dados gerais de programas, ações, projetos e obras.
Fonte: Agência Brasil
Nenhum comentário:
Postar um comentário