A decisão, liminar, estabelece ainda a adoção de
medidas efetivas pela prefeitura de Boa Esperança, como multas, embargos e até
demolição O município de Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais, está obrigado a
dar efetividade à fiscalização de seu perímetro urbano para constatar e autuar
edificações que contrariem a legislação municipal, com a aplicação de medidas
efetivas, como multas, embargos e demolição. A decisão, liminar, foi da 1ª Vara
Cível, Criminal e de Execuções Penais da comarca de Boa Esperança, que acatou
pedido formulado em Ação Civil Pública (ACP) pelo Ministério Público estadual
(MPMG), por meio do promotor de Justiça Fernando Muniz Silva. Em caso de descumprimento,
o município está sujeito ainda à multa de R$1 mil para cada irregularidade que
não seja autuada.
A ação foi proposta
depois que inquérito civil conduzido pelo MPMG comprovou que diversas
construções no perímetro urbano de Boa Esperança não estão de acordo com lei
municipal. Para embasar o pedido, o promotor de Justiça Fernando Muniz Silva
identificou diversas obras irregulares na cidade. Dentre os problemas
encontrados, ele citou alteração de projetos durante a execução da obra,
marquises avançadas sobre passeio público, obras com mais andares do que o
previsto no projeto e outras sendo iniciadas sem autorização municipal
(alvarás).
Segundo o promotor de
Justiça, após intervenções do Ministério Público durante o inquérito - diversos
pedidos de informação, requisições e recomendações foram encaminhadas ao
município -, a prefeitura expediu algumas notificações a proprietários de
edificações irregulares, mas nada mais se fez. O município de Boa Esperança não
cumpre o dever legal de efetivamente fiscalizar as obras realizadas em seu
perímetro urbano, e tenta contornar sua omissão com a emissão de formais e
inócuas notificações, as quais já se comprovaram insuficientes, explica
Fernando Muniz.
Em seu despacho, o
juiz da comarca Carlos Eduardo Vieira Gonçalves ressaltou que os casos de
flagrante descumprimento são facilmente percebidos na cidade. O que se espera é
um Poder Público mais atuante, concluiu.
Fonte: Ministério
Público de Minas Gerais
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