A Justiça recebeu denúncia (acusação formal) oferecida
pelo Ministério Público contra policial civil acusado de perseguir e matar o
jovem Jameson Pereira Batista dos Santos, em novembro de 2009, no Bairro Jardim
Helena, em São Paulo.
De acordo com a
denúncia, o policial civil D.N.L., naquele dia acompanhava, em circunstâncias
ainda não esclarecidas, um comerciante que atua no ramo de locações de mesa de
bilhar, quando, em dado momento, passou a perseguir Jameson, suspeito de
praticar suposto roubo, momentos antes, contra outro funcionário do
comerciante, responsável pelo recolhimento do aluguel das mesas de bilhar.
Na denúncia, o
Promotor de Justiça Tomás Busnardo Ramadan, do I Tribunal do Júri da Capital,
fez constar que o policial civil D.N.L., efetuou uma saraivada de disparos de
arma de fogo contra a vítima, sendo que cinco deles atingiram regiões do corpo
de forma a dificultar sua defesa. Dois disparos atingiram as costas do jovem,
tendo um deles provocado zona de tatuagem, revelador de ter sido à curta
distância, segundo laudo pericial. Os outros três disparos provocaram
ferimentos nos punhos da vítima, que caracterizaram a tentativa de defesa de
Jameson. Apesar de o homicídio ter características de execução, não houve
indiciamento do denunciado por parte da Polícia Civil.
No último dia 14, o I
Tribunal do Júri da Capital recebeu a denúncia contra D.N.L., diante da prova
da materialidade do crime e indícios de autoria, bem como determinou
cautelarmente que o policial civil não se aproxime das testemunhas arroladas
pelo Ministério Público.
Fonte: Ministério
Público de São Paulo
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