17 dez, 2012Comentários desativados
O comerciante Edemerval Batista do Prado, o professor Vavo, sócio do Hotel Galeria, inaugurado há alguns meses na Rua Oito, em frente à Praça “João Mariano de Freitas”, procurou a imprensa para, mais uma vez, reclamar da permanência dos carrinhos de lanche existentes naquela praça.
Vavo faz questão de explicar, no entanto, que sua briga não é com os lancheiros. “Os lancheiros tem os direitos deles, que terminam onde começam os nossos, mas, na verdade, eu só procurei o Ministério Público porque, infelizmente, o prefeito não fez a parte dele. Quem tinha que resolver esse problema é a Prefeitura, a quem cabe zelar pelos bens públicos e pelos interesses de quem paga imposto. Não temos nada contra os lancheiros, mas não podemos ser prejudicados, pois o custo de manutenção do nosso hotel, inclusive com o pagamento de impostos, é alto”.
Ele diz que já enviou requerimentos ao prefeito, que não tomou nenhuma providência. “Fiz ver ao prefeito que o uso da praça pelos carrinhos de lanche está totalmente em desacordo com as normas de higiene e saúde. Eu já sugeri inclusive a criação de um lanchódromo e até apontei um local que eu acho adequado, mas o prefeito nem respondeu”.
Segundo ele, os problemas com barulho e algazarra acontecem mais nos finais de semana. “Eu não entendo como é que a Prefeitura pode dar um alvará sem estabelecer limites. Acho que esse pessoal deveria obedecer a um horário. Outra coisa: o número de mesas deveria ser limitado. Do jeito que está, eles enchem o passeio e o estacionamento de mesas e os carros são obrigados a parar na faixa amarela”.
O dono do hotel não concorda com o argumento de que os lancheiros já estavam na Praça quando ele construiu o hotel. “Na verdade, o nosso projeto de construção de um hotel existe desde 1984, quando a Praça não tinha nenhum carrinho de lanche. É que nós fomos construindo aos poucos”, explica. “Além do mais, se eles estão na Praça há vinte anos, acho que já deveriam ter se organizado melhor. Eles não podem ficar a vida inteira usando um espaço público, sem pagar nada. Isso também deveria ter um limite”.
http://atribunanaweb.com/jornal.noticias.jales/?p=8757
Nenhum comentário:
Postar um comentário