O
prefeito de Rio das Antas-SC, Alcir José Bodanese, e seu vice
conseguiram anular no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação dos
seus diplomas por suposto abuso de poder político e de autoridade na
eleição de 2008.
Por
maioria de votos, os ministros do Tribunal consideraram que a exposição
de uma escavadeira hidráulica, comprada pelo município, pelo prefeito
anterior que apoiava os candidatos não teve potencial para influenciar o
resultado da eleição. A escavadeira foi exposta na rodoviária da cidade
na véspera do pleito, 4 de outubro, por quatro dias, e trazia a faixa
“Mais uma aquisição da Administração Municipal”.
O
TSE acolheu recurso apresentado pelo prefeito e seu vice contra a
decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) que
havia cassado os seus diplomas, por entender que a exposição da máquina
influenciou o voto dos eleitores a seu favor.
A
relatora da ação, ministra Nancy Andrighi , afirmou que a exposição da
escavadeira hidráulica, comprada pelo município, não teve a capacidade
de influenciar o resultado do pleito. A ministra salientou, ainda, o
fato de que a faixa colocada na escavadeira não mencionava eleição nem
pedia votos a qualquer candidato.
“As
premissas firmadas no acórdão regional não denotam a existência de
potencialidade, ao menos nos moldes da jurisprudência do TSE, relativas
às eleições de 2008”, disse a ministra.
Segundo
o Ministério Público, a colocação da escavadeira em local de grande
circulação de pessoas e às vésperas do pleito teve potencial para
influir diretamente no resultado da eleição. O Ministério Público
lembrou que Rio das Antas é um município agrícola e que a eleição para
prefeito foi decidida por uma pequena diferença de 139 votos.
Divergência
A
presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, e o ministro
Marco Aurélio discordaram do voto da ministra Nancy Andrighi, por
considerarem que a atitude do prefeito de Rio das Antas beneficiou a
chapa encabeçada por Alcir Bodanese.
Segundo
o ministro Marco Aurélio, a colocação de uma escavadeira hidráulica,
recém comprada, na rodoviária da cidade, às vésperas do pleito, pelo
prefeito que apoiava candidatos que terminaram eleitos, não teve outro
objetivo a não ser tentar influenciar os eleitores.“A máquina foi levada
para sensibilizar”, disse o ministro.
Processo relacionado: Respe 114
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral
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