Termo
de Ajustamento de Conduta - TAC assinado pelos clubes de futebol do
Estado do Rio Grande do Norte determina a assinatura das carteiras de
trabalho de todos os jogadores, sob pena de multa.
Os
clubes também estão proibidos de realizar o pagamento de verbas
trabalhistas sem sua devida transcrição em contracheques, devendo
depositar corretamente os valores referentes ao Fundo de Garantia por
Tempo de serviço - FGTS e Previdência Social (INSS).
Outro
aspecto importante do TAC é que os atletas deverão ser cobertos pelo
seguro complementar previsto no art. 45 da Lei 12.395 de 16 de março de
2011. O seguro para os jogadores de futebol possui cláusulas especificas
que cobrem os muitos riscos da atividade. Uma única fratura pode
afastar o jogador dos campos de futebol por meses, causando prejuízos
não só ao profissional, mas também ao clube.
O
Sindicato dos Atletas de Futebol Profissional do Estado do RN realizará
reuniões periódicas para averiguar o cumprimento da legislação
trabalhista e deverá ter acesso franqueado às instalações dos clubes.
Maioria dos jogadores ganha até um salário mínimo.
Pesquisa
revelada pela Universidade Metodista de São Paulo revela que cerca de
60% dos jogadores de futebol profissionais sobrevivem com uma renda de
até um salário mínimo.
Diante desta realidade a maioria tem dois ou até três empregos para garantirem o sustento de sua família.
Os
atrasos de salários, falta de estrutura e acomodações adequadas também
se fazem presentes na realidade do futebol brasileiro. A celebridade
nacional, o luxo, a ostentação e os carros esportivos são acessíveis
apenas a uma minoria.
Dos
14.678 dos atletas cadastrados pela Confederação Brasileira de Futebol -
CBF, apenas 631 ganham acima de 20 salários mínimos mensais.
Fonte: Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte
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