Decisão
do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) obriga o governo do Estado a
fornecer 1.937 órteses e próteses auditivas a pacientes do SUS que
aguardam na fila do HC (Hospital das Clínicas) de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo). Cabe recurso.
A
sentença, da última segunda-feira, que defere pedido do Ministério
Público Estadual de Ribeirão, atende só pacientes inscritos até 2011 e
não engloba a fila do HC desvinculada do SUS.
A
Secretaria de Estado da Saúde tem dez meses para cumprir a
determinação. Caso descumpra, deverá arcar com multa de R$ 10 mil por
dia de atraso.
O
valor dos procedimentos não foi divulgado, mas, de acordo com o
promotor da Cidadania Sebastião Sérgio da Silveira, que propôs a ação
civil pública, há desde casos simples até os de alta complexidade, que
custam cerca de R$ 30 mil.
Segundo
Silveira, embora os recursos para esses procedimentos venham do SUS, é o
Estado o responsável por atender esses pacientes por meio de um
programa específico, executado pelo HC.
Desde 2008, diz ele, os atendimentos têm diminuído, enquanto a demanda de toda da região não cessa.
Como
exemplo, Silveira citou que em 2007 eram feitos cerca de 120 implantes
por mês no HC de Ribeirão --já em 2011, o número caiu para 40. Como o
índice foi diminuindo, o governo federal cortou a verba da área.
Pela
decisão do juiz Julio Cesar Dominguez, a fila será organizada atendendo
a critérios como o tempo de inscrição e a urgência do caso.
Assim,
70% dos atendimentos serão voltados àqueles que estão há mais tempo
inscritos e 30% a casos emergenciais como os de crianças que, sem a
audição, podem comprometer a fala.
Entram
também na prioridade os pacientes idosos, já que a perda da audição
pode torná-los mais suscetíveis a acidentes, disse Silveira.
Questionada
pela Folha, a Secretaria de Estado da Saúde informou que não vai se
pronunciar até ser notificada oficialmente da decisão da Justiça.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo
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