segunda-feira, 2 de maio de 2011

William Morais: réus são ouvidos

Publicado em 2 de Maio de 2011 às 11h48

Foi realizada na sala de audiências da 9ª Vara Criminal do Fórum Lafayette, a última audiência de instrução do caso que apura o latrocínio (roubo seguido de morte) cometido contra o atleta W.M., meio-atacante do Corinthians que estava emprestado ao time América de Minas Gerais. A sessão foi presidida pela juíza Neide da Silva Martins. O promotor Alberto Boglidio Sirihal representou o Ministério Público.

Uma última testemunha de defesa foi ouvida e, em seguida, os três acusados prestaram os seus depoimentos. Todos negaram a denúncia.

O primeiro a depor foi D.C.F.S., acusado de ter atirado contra o atleta. Ele disse que não tinha a intenção de praticar roubo. Andava armado por segurança, pois estava sendo ameaçado. D.C.F.S. relatou que estava em companhia de H.S.L.S., pois eles tinham se encontrado em um campo de futebol próximo ao sítio, onde estavam fumando maconha. Ao passarem perto do local da festa, mexeram com a moça que acompanhava o atleta. Nesse momento, o atleta foi “tirar satisfação” com os dois e deu um soco no peito de H.S.L.S., “partindo para cima” de D.C.F.S. também. “Para se defender”, o depoente tirou a arma da cintura e pediu que o atleta se afastasse. Porém, como a arma estava engatilhada e o atleta esbarrou nela, ela disparou. Os dois saíram correndo para a casa de D.C.F.S. e somente lá, o outro acusado, D.C.B.M., apareceu. O depoente ainda relatou que um dos policiais, ao chegar na casa, falou que eram só dois suspeitos. Outro policial determinou que era para levar D.C.B.M. também, dizendo “vamos jogar latrocínio nesses caras”.

Os outros dois acusados, ao prestarem depoimento, confirmaram a versão de D.C.F.S.

A fase de instrução do processo foi finalizada hoje. A juíza Neide Martins determinou a abertura de prazo sucessivo de cinco dias para que cada parte apresente as alegações finais. A promotoria reiterou, também, o pedido de juntada do laudo de necropsia da vítima no processo. Após esses procedimentos, a juíza dará a sentença.

No último dia 15 de abril, quatro testemunhas de defesa e seis testemunhas de denúncia (comuns também à defesa do réu H.S.L.S.) foram ouvidas. Duas testemunhas da denúncia, que não compareceram, foram dispensadas. Dentre as testemunhas ouvidas no dia 15, a segunda foi a amiga que estava com a vítima na hora do fato. Ela descreveu a abordagem dos réus e os procedimentos na delegacia, inclusive relatando que três homens abordaram o casal e anunciaram assalto. Ela reconheceu os três acusados na delegacia, o que ocorreu também em audiência.

O crime ocorreu em 6 de fevereiro, quando o atleta de 19 anos foi abordado por três homens na porta de um sítio onde participava de uma festa, sendo atingido no peito por tiros de arma de fogo.

Fonte: Tribunal de Justiça de Minas Gerais

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