quinta-feira, 25 de abril de 2013

Partidos se mobilizam para afastar vereadores infiéis


Partidos se mobilizam para afastar vereadores infiéis



A fidelidade partidária reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral tem sido usada para o afastamento de políticos além dos casos de abandono do partido.

Passadas as eleições municipais, muitos partidos tem se mobilizado para afastar, na justiça, vereadores que não apoiaram candidatos majoritários de coligações das quais seu partido faziam parte.

Além disso, há ainda casas de vereadores que, passada a eleição, têm aderido a prefeitos eleitos ou contrariado a orientação partidária em eleições de Câmara Municipais.

É o caso do PT, que prometeu afastar um indicado a cargo de secretário em Campinas. O diretório municipal vai afastar por 60 dias o vereador Jairson Canário e abrir processo na Comissão de Ética para definir qual será sua punição. Seu erro: aceitou um convite para ser secretário de Trabalho e Renda do prefeito eleito, Jonas Donizette , do PSB. 

Em Maceió, o PSOL afastou o filiado Edlúcio Donato, por infidelidade partidária, omissão e má-fé.
No mesmo sentido, DEM e PSDB emitiram comunicado aos diretórios regionais proibindo o apoio de seus vereadores a candidaturas de petistas nas Câmaras Municipais, bem como a participação em administrações comandas pelo partido da presidente Dilma Roussef. Os casos identificados deverão ser comunicados à Direção Nacional, que instaurará processo disciplinar, podendo resultar no pedido de cassação do mandato por infidelidade.

O caso pode atingir diretamente a vereadora Gildete Dias, de São João do Piauí que, pertencente ao DEM, tem indicado que votará no candidato do PT à Câmara Municipal, o vereador Elias Laurentino. 


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