Ralph Stettinger Filho pediu censura a divulgação das gravações do MP; Nelson Bernardes defende a liberdade de imprensa
29/06/2011 - 22h51 . Atualizada em 30/06/2011 - 07h17
| Ricardo Brandt | Correio Popular |
Juiz Nelson Bernardes: “não se pode exigir que se abstenha de publicar”
(Foto: Cedoc/RAC)
(Foto: Cedoc/RAC)
O advogado Ralph Tórtima Stettinger Filho, que defende o ex-diretor de Planejamento Ricardo Cândia no Caso Sanasa, pediu à Justiça que os órgãos de imprensa fossem proibidos de veicular e que todos os sites tirassem do ar os áudios das escutas telefônicas feitas pelo Ministério Público que vazaram no último final de semana.
No pedido, que foi indeferido pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Nelson Augusto Bernardes, o advogado “requer (..) que os veículos de comunicação em massa sejam impedidos de divulgar, de qualquer maneira, conteúdo parcial e/ou integral de peças ou informações dos autos protegidas por sigilo e sejam notificados para suprimirem, de seus sites ou plataformas de informações, imediatamente, diálogos derivados de interceptações telefônicas protegidas por sigilo”.
O advogado sustenta que “vazar informações judiciais não é investigar” e que isso pode ferir o processo. Parte do conteúdo dos áudios, com mais de 5 mil conversas interceptadas no caso, foi divulgada neste sábado (25) pela imprensa. As conversas são da primeira-dama Rosely Nassim Jorge Santos, apontada como líder do suposto esquema de arrecadação de propinas, de secretários de governo, do delator do caso Luiz Castrillon de Aquino e de outros investigados.
A petição do advogado, apresentada em seu nome e não como representante de Cândia, foi protocolada nesta terça-feira (28) e negada nesta quarta-feira (29) pelo magistrado, que considerou “inviável o acolhecimento do pedido”.
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