Iniciativa do Juizado Regional da
Infância e da Juventude de Passo Fundo (RS) está incentivando o processo de
adoções na Comarca daquele município. O Curso de Formação para Pretendentes a
Pais por Adoção, realizado pelo Judiciário local em parceria com a UPF-Universidade
de Passo Fundo, é realizado desde 2010 e foi criado para cumprir a Lei
12.010/09, chamada de Nova Lei de Adoção. Mas, a partir da iniciativa, que
reuniu pretendes a adoção e pais já habitados, surgiu o Adotchê - Grupo de
Apoio à Adoção de Passo Fundo.
O curso está na sétima edição e foi
realizado no último dia 17/12, sob a coordenação do Juiz de Direito Dalmir
Franklin de Oliveira Júnior e a equipe técnica formada pela assistente social
judiciária Bernardete Longhi Beck e a psicóloga judiciária Adriana Silveira
Gobbi.
Ministrados semanalmente, os
encontros orientam sobre os aspectos psicológicos, sociais e legais da adoção,
proporcionando aos interessados em adotar crianças e adolescentes, maior
conhecimento desta forma de maternidade e de paternidade. Em função do conteúdo
a ser trabalhado, buscando atender os interesses dos pretendentes, o curso
conta com palestrantes, que são professores das áreas do Direito, Pedagogia,
Serviço Social e Psicologia.
A partir dessa iniciativa, um grupo
de voluntários sentiu a necessidade de se reunir e deu início ao Adotchê -
Grupo de Apoio à Adoção de Passo Fundo. Os encontros são mensais, e o objetivo,
além de orientar, transmitir informações sobre o processo adotivo e discutir
temas relacionados à espera, à adoção propriamente dita e ao período
pós-adotivo, é prestar auxílio mútuo, trocar experiências, alegrias e
dificuldades.
“O fato de termos feito o curso nesse
formato, uma reunião entre pretendentes a adoção e pais já habilitados,
formando grupos com grande número de pessoas, propiciou um momento de diálogo
e, assim, nasceu a vontade de criar um grupo de apoio à adoção. Isso é bom e
permite que as pessoas conheçam o sistema, se apropriem do tema e troquem
experiências”, avalia o Juiz Dalmir. Até o momento, 200 pessoas participaram
dos encontros.
Fonte: Conselho Nacional de Justiça
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