Crise política faz setor, que crescia 30% ao ano, parar; desde maio, empreendimentos zeraram
29/09/2011 - 08h25 . Atualizada em 29/09/2011 - 08h32
| Maria Teresa Costa | Agência Anhangüera de Notícias |
Operação em obra de condomínio no Parque Prado
(Foto: Rogério Capela/AAN)O número de lançamentos imobiliários, que vinha crescendo 30% ao ano desde 2008, teve uma queda vertiginosa em 2011, por conta da crise política que atingiu a Prefeitura de Campinas e freou as aprovações de empreendimentos. Em 2010, foram lançados 51 empreendimentos, enquanto este ano foram apenas três até agora — uma redução de 94%. Desde maio, quando teve início a crise com as denúncias de existência de uma suposta rede de corrupção e lavagem de dinheiro, que resultou na implosão do núcleo de poder do governo Hélio de Oliveira Santos (PDT), não ocorreram novos lançamentos e o setor imobiliário teme que 2011 seja o pior ano de vendas, por falta de produto no mercado.
(Foto: Rogério Capela/AAN)O número de lançamentos imobiliários, que vinha crescendo 30% ao ano desde 2008, teve uma queda vertiginosa em 2011, por conta da crise política que atingiu a Prefeitura de Campinas e freou as aprovações de empreendimentos. Em 2010, foram lançados 51 empreendimentos, enquanto este ano foram apenas três até agora — uma redução de 94%. Desde maio, quando teve início a crise com as denúncias de existência de uma suposta rede de corrupção e lavagem de dinheiro, que resultou na implosão do núcleo de poder do governo Hélio de Oliveira Santos (PDT), não ocorreram novos lançamentos e o setor imobiliário teme que 2011 seja o pior ano de vendas, por falta de produto no mercado.
A paralisia criticada pelo setor da construção civil está trazendo prejuízos. Segundo o levantamento, Campinas contabiliza apenas R$ 80 milhões em lançamentos em 2011, contra R$ 1,9 bilhão no ano passado. Se comparado a Curitiba, mesmo sendo uma cidade com uma população superior a de Campinas (são 1,7 milhão de habitantes ante 1,1 milhão), é possível ter uma noção do tamanho do impacto da crise. Na capital paranaense foram lançados, até abril, 24 empreendimentos com 3.216 unidades e com um valor geral de vendas (VGV) de R$ 910 milhões. Em Campinas foram apenas três, com 104 unidades.
O diretor do segmento de desenvolvimento urbano do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi), Fuad Jorge Cury, disse que, enquanto o setor imobiliário está em alta no País, em Campinas ocorre o contrário. O maior problema que ele vê é a insegurança jurídica instalada. Cada secretaria, afirmou, interpreta a legislação de uma maneira. “O Grupo de Análise e Aprovação de Projetos de Campinas (Graprocamp), que a Prefeitura quer implantar, não vai resolver. Será mais um entrave para a interpretação coletiva.”
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