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o secretário de Urbanismo da prefeitura de Campinas, Luis Yabiku, afirmou que as construtoras que estão com obras embargadas no Parque Jambeiro devem assinar o TAC (Termo de Ajuste de Conduta) amanhã. Ele esteve presente na Camara dos Vereadores para prestar depoimento na CPI da Corrupção.As empresas que não assinarem o acordo poderão ter seus imóveis demolidos pela prefeitura, mas o secretário acredita que as construtoras estão dispostas a fazer as obras de contrapartida.
Yabiku também declarou que Hélio Jarreta foi alertado sobre os erros nos projetos da região e que não teve nenhum contato com o ex-secretário.
A CPI aprovou a convocação do representante da Caixa Econômica Federal na cidade para explicar quais obras eram associadas ao programa "Minha Casa, Minha Vida". Yabiku denunciou que unidades no Jambeiro, apesar de anunciar, não faziam parte do programa.
As obras de contrapartidas em outras regiões, como no Swift e na John Boyd Dunlop, também não foram realizadas. O prejuízo para a prefeitura pode chegar, segundo Yabiku, a R$ 100 milhões. Os alvarás para construções eram dados pela secretaria de Urbanismo sem a aprovação das secretarias do Meio Ambiente e de Transporte.
As regiões que tiveram empreendimentos aprovados sem contrapartidas sofreriam com a falta de planejamento. Segundo Yabiku, caberia a prefeitura fazer, no futuro, as obras de infra-estrutura da região, obras que seriam de responsabilidade das construtoras.
Luis yabiku não poupou ataques ao Hélio Jarreta e afirmou que muitos dos alvarás eram analisados apenas pelo ex-secretário.
Yabiku também declarou que as construtoras MRV e Goldfarb foram beneficiadas enquanto Jarreta esteve a frente da pasta e que não haviam regras para a concessão de alvarás de construção.
Outra critica feita pelo atual secretário é em relação a falta de infraestrutura da pasta. Segundo ele, a secretaria precisa de 50 fiscais e conta apenas com 17 e apenas 1 veículo está a disposição deles.
O presidente da CPI, Artur Orsi, declarou que a comissão encaminhou um ofício à Jarreta para que ele marcasse a data para depor, durante esta semana, porém o ex-secretário não respondeu. O próximo passo será a própria comissão marcar a data e caso Jarreta não compareça, Orsi pedirá para que o presidente da câmara, Pedro Serafim, entre com as medidas judiciais adequadas.
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