O proprietário do Parque
de Diversões Imperial, localizado no município de Várzea Grande, onde dois
jovens caíram de uma roda gigante em outubro de 2011, foi denunciado pelo
Ministério Público do Estado de Mato Grosso, na última segunda-feira (28.01).
Para a 1ª Promotoria de Justiça Criminal do município, José Henrique da Silva
Motta deverá responder por homicídio doloso, em razão da morte de Ariel Adão
Costa Bolfarini, e por tentativa de homicídio em virtude das graves lesões
provocadas em Fabrício Ferreira de Oliveira. O MPE defende que o
acusado seja submetido a júri popular.
“O denunciado perpetrou o homicídio, na modalidade de
dolo eventual, na medida em que mesmo tendo plena consciência de que os
brinquedos estavam em péssimo estado de conservação e ofereciam riscos aos
consumidores, não se importou, e, na ganância de auferir lucro, colocou-os em
uso, sem a realização de manutenção”, destacou o promotor de Justiça Samuel
Frungilo, em um trecho da denúncia.
Segundo ele, o laudo pericial demonstra que no local em
que houve o rompimento do pino que ocasionou o acidente havia a presença de
graxa devido à visível danificação no brinquedo. Além disso, ficou comprovado
que as peças estavam oxidadas e em mau estado de conservação por falta de
manutenção. “O indiciado sabia da necessidade da manutenção periódica dos
brinquedos, visto que possuía há mais de 15 anos, ou seja, o indiciado exercia
a profissão no ramo de diversão há tempo suficiente para saber dos cuidados que
os aparelhos exigiam”, acrescentou.
Conforme o promotor de Justiça, o acusado realizou a
montagem do parque de forma clandestina, sem a requisição das autorizações
necessárias. “Caso ocorresse a vistoria nos aparelhos, com certeza ele não
obteria a autorização para iniciar as atividades. Tal ação, lamentavelmente,
culminou com a morte do jovem Ariel e causou graves sequelas na vítima
Fabrício”, afirmou o representante do Ministério Público.
Consta na denúncia, que a gaiola em que as vítimas
estavam se desprendeu da estrutura principal da roda gigante aproximadamente na
sétima volta. Os jovens caíram ao solo em uma distância aproximada de sete
metros da grade que cercava o equipamento. Com a queda, a duas vítimas sofreram
traumatismo craniano encefálico e lesões graves e apenas Fabrício Ferreira de
Oliveira resistiu aos ferimentos, mas permaneceu com sequelas do acidente, em
razão da quebra da clavícula, além de apresentar perda de memória.
Fonte: Ministério Público do Mato Grosso
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